Voando com a Azul (SDU/JPY/CGH)

– em janeiro de 2020, a AZUL anunciou a compra da companhia aérea regional TWO FLEX (valor divulgado foi de R$ 123 milhões), que possuía uma frota de aeronaves CESSNA 208B GRAND CARAVAN (um clássico monomotor e turboélice) e criou uma divisão que foi denominada AZUL CONECTA

– no último verão (entre os meses de dezembro de 2020 e fevereiro de 2021), a companhia operou voos para alguns destinos tipicamente turísticos em alguns Estados brasileiros; no caso do Rio de Janeiro, as cidades de Búzios, Paraty e Angra dos Reis foram contempladas no projeto que recebeu o nome “Verão Azul Conecta

A COMPRA DA PASSAGEM

– no meio de novembro de 2020, fiz uma pesquisa para conferir as opções destes voos sazonais, já que nunca tinha visitado de avião estas cidades e nunca tinha voado no GRAND CARAVAN; eu tinha alguns créditos que a AZUL tinha me concedido em função de algumas alterações de voos e resolvi usar parte deles para encaixar a seguinte combinação de voos: do Santos Dumont para Paraty (no CESSNA), depois São Paulo (no CESSNA de novo) e, finalmente, uma ponte-aérea Congonhas-Santos Dumont (no Embraer E-195)

Compra das passagens
Compra das passagens

– do valor total de R$ 622,37 que a AZUL estava cobrando para os três voos, descontei o montante de R$ 498,00 em créditos e só paguei a diferença (R$ 124,37)

Compra das passagens

– no momento da compra da passagem, já foi possível reservar gratuitamente os assentos para os voos que seriam operados pelo “teco-teco“; os 09 assentos da aeronave para os 02 voos estavam livres para minha escolha

Compra das passagens

– este flight report está focado nos voos AD5144 (do Rio de Janeiro para Paraty) e AD5235 (de Paraty para São Paulo/Congonhas), que seriam os voos de número 79 e 80 que fiz ao longo do atípico ano de 2020 (os últimos, por sinal!)

O EMBARQUE NO SDU

– era um dia de muito sol no Rio de Janeiro; passar pelo controle de segurança naquele final de manhã de sábado foi muito tranquilo, não peguei fila

– eu fiquei pesquisando no FlightRadar qual GRAND CARAVAN operaria meu 1º voo do dia e tive uma grata surpresa… no momento em que cheguei no saguão principal da área de embarque do Santos Dumont, o “Bandeirinha” estava chegando de Búzios; isso mesmo, o meu 1º voo neste modelo de aeronave seria feito naquela que foi pintada de forma especial pela AZUL depois da compra da TWO FLEX: carrega a bandeira do Brasil!

Bandeirinha no SDU

– como o Bandeirinha estacionou em uma posição remota do pátio do Santos Dumont, o embarque seria feito pelos portões localizados no piso inferior (Gate 13); uma van foi acionada para levar os passageiros (eu + 1 casal e 2 filhos pequenos) até a aeronave

Portão de Embarque
Van no S. Dumont

– o trajeto foi rápido pelo pátio do terminal carioca e o embarque foi realizado pela porta localizada na parte traseira direita da aeronave, que carrega o prefixo PT-MEJ e foi fabricada em no início de 1993, ou seja, já são mais de 25 anos voando

– dentro da cabine, a configuração é no esquema 1 x 2 (um do lado esquerdo, dois do lado direito) com apenas 03 fileiras, podendo então carregar até 09 passageiros

Inside Cabin do Grand Caravan
Inside Cabin do Grand Caravan
Inside Cabin do Grand Caravan
Inside Cabin do Grand Caravan

– eu estava sentado na 1ª fileira, no assento 1C, do lado direito do “teco-teco”; no bolsão instalado na parte traseira da poltrona do copiloto estava disponível o cartão com as instruções de segurança e um saquinho para enjoo

Bolsão do Grand Caravan
Safety Card do Grand Caravan
Safety Card do Grand Caravan

– reparei em mais alguns detalhes da parte interna do GRAND CARAVAN, como por exemplo, a luz de leitura, a saída da ventilação e o sinal de apertar cintos

Aviso de apertar cintos
Luz e ventilação

– como estava na primeira fileira, bem atrás dos pilotos, foi possível observar todos os procedimentos preparatórios que antecederam a partida; é possível acompanhar a tripulação fazendo check-list

Preparação do voo
Preparação do voo

– o cockpit do Bandeirinha me chamou atenção: nas extremidades estavam instalados 02 tablets e no painel foi possível perceber alguns instrumentos com aparência “analógica

Cockpit do Grand Caravan
Cockpit do Grand Caravan

O VOO PARA PARATY

– a aeronave não precisou do auxílio de um reboque/trator para iniciar o taxiamento: logo depois que o motor foi acionado, a CESSNA andou um pouco para frente e fez uma curva de 180 graus para a esquerda e se dirigiu devagar para a cabeceira 20L do aeroporto central carioca;

Taxiando no S. Dumont
Taxiando no S. Dumont
Taxiando no S. Dumont

– tivemos que esperar por alguns poucos minutos o pouso de um Airbus A320Neo da AZUL antes de sermos autorizados a alinhar para a decolagem

Taxiando no S. Dumont
Taxiando no S. Dumont
Aguardando na cabeceira

– o Bandeirinha começou a ganhar altitude mais ou menos no meio da pista principal do Aer. Santos Dumont (que tem 1.323 metros de extensão); os primeiros minutos de voo foram simplesmente espetaculares, a baixa altitude e a velocidade mais reduzida do GRAND CARAVAN me proporcionaram um verdadeiro voo panorâmico, passando pelo Morro Pão de Açúcar, praias da Zona Sul e da Zona Oeste, além do Parque Olímpico da RIO2016

Pão de Açúcar
Aer. Santos Dumont
Praia de Copacabana
Orla do Rio de Janeiro
Orla do Rio de Janeiro
Orla do Rio de Janeiro
Parque Olímpico do Rio
Orla do Rio de Janeiro
Orla do Rio de Janeiro
Orla do Rio de Janeiro

– alguns minutos depois, foi a vez de apreciar a Restinga de Marambaia, uma região que acho linda demais e que sempre faço questão de mostrar nos meus Stories do Instagram quando faço um sobrevoo por ela

Restinga de Marambaia
Restinga de Marambaia
Restinga de Marambaia
Restinga de Marambaia
Restinga de Marambaia

– e o voo continuava uma delícia, alguns minutos mais tarde, foi a vez de contemplar mais uma região com muitas belezas naturais: o litoral sul do Estado do Rio de Janeiro; ao contrário do tempo ótimo na capital, algumas nuvens brancas e baixas ocupavam o céu desta área

Litoral Sul do Rio
Litoral Sul do Rio
Litoral Sul do Rio
Litoral Sul do Rio
Litoral Sul do Rio
Litoral Sul do Rio
Litoral Sul do Rio
Litoral Sul do Rio

– dentro da cabine, muita tranquilidade, os pilotos conversavam e, com certeza, curtiam a vista privilegiada que o cockpit proporcionava

Em algum lugar entre Rio e Paraty
Em algum lugar entre Rio e Paraty

– apesar da falta do sol, a fase final do voo também foi muito show: durante os últimos minutos da viagem, eu não sabia se olhava para a janela ao meu lado, para o cockpit com os pilotos ou para as janelas do outro lado do GRAND CARAVAN

Fase final do voo para Paraty
Fase final do voo para Paraty
Fase final do voo para Paraty
Fase final do voo para Paraty
Fase final do voo para Paraty
Fase final do voo para Paraty

– nos segundos finais, a aeronave passou ao lado do Centro Histórico de Paraty; o pouso foi realizado pela cabeceira 28 (da pista que tem apenas 700 metros de extensão) de forma muito suave e com segurança

Pouso em Paraty
Pouso em Paraty
Pouso em Paraty

– o processo de taxiamento é muito rápido, em questões de alguns segundos, já estávamos chegando em um pequeno pátio, onde algumas outras aeronaves estavam estacionadas

Taxiando em Paraty
Taxiando em Paraty

– o Bandeirinha fez uma manobra para a direita e estacionou em um dos cantos desta pequena área, ao lado de dois outros “teco-tecos”

Bandeirinha em Paraty
Bandeirinha em Paraty

– cerca de 20 minutos depois de chegar, o PT-MEJ já estava acionando o motor e partindo de volta para o Rio de Janeiro, com os mesmos pilotos, mas desta vez sem passageiros

Bandeirinha partindo de Paraty

O AEROPORTO DE PARATY

– aproveitei muito bem as 03 horas livres que teria “em solo”: peguei um Uber, fui para o Centro Histórico da cidade, dei uma volta pelas ruas de pedra, almocei em um delicioso bistrô e voltei para o aeroporto por volta de 15:15h

– esta seria a minha primeira (e até agora, única) passagem por este terminal, que tem uma estrutura muito modesta, que se resume a uma edificação (pavimento único), onde estão instalados, basicamente, 02 banheiros e uma sala operacional e de apoio; um painel da AZUL CONECTA está pendurado na parte frontal, perto de uma placa que expõe o nome do aeroporto (príncipe D. João de Orleans e Bragança) e a numeração da pista (10/28), e de um folder com as medidas de proteção para o coronavírus

Aeroporto de Paraty
Aeroporto de Paraty
Aeroporto de Paraty
Aeroporto de Paraty
Aeroporto de Paraty
Aeroporto de Paraty
Aeroporto de Paraty
Aeroporto de Paraty

– o tempo estava um pouco fechado e fiquei conversando com o único funcionário da AZUL que exerce múltiplas tarefas para dar suporte em solo; ele me disse que tinha risco de o GRAND CARAVAN que estava vindo de Congonhas não pousar, em função da visibilidade reduzida para o pouso

Pátio do Aer. de Paraty

– eram 15:30h e alguns passageiros já tinham chegado, ocupando uma pequena varanda onde estão instalados alguns bancos: esta pode ser chamada de área de embarque do Aeroporto de Paraty

Aeroporto de Paraty

NOVO EMBARQUE NO GRAND CARAVAN

– por volta de 15:50h, o GRAND CARAVAN de prefixo PR-WOT pousou pela pista 28 e afastou o risco de cancelamento do voo; este CESSNA ainda carrega a identidade visual da TWO FLEX e foi fabricado em 2010, portanto, é bem mais novo do que aquele que me levou até Paraty; ele estacionou bem perto de onde aguardávamos a autorização para embarque

Grand Caravan em Paraty
Grand Caravan em Paraty

– a entrega do cartão de embarque foi feita por aquele funcionário solitário, que “cantou” o nome dos 07 passageiros que voariam para São Paulo; ele também providenciou o descarregamento das bagagens daquelas pessoas que tinham acabado de chegar; logo depois, o embarque foi autorizado e reparei em algo relevante: não houve nenhum tipo de controle de segurança!

Grand Caravan em Paraty

– neste 2º voo, o embarque foi realizado pela porta traseira do lado direito; não é preciso usar nenhum equipamento de apoio, a escada de entrada faz parte da estrutura da aeronave

Escada do Grand Caravan

– sentei no assento 1A desta vez, no lado esquerdo, novamente na 1ª fileira, bem pertinho da “cabine” do “teco-teco”; o espaço para as pernas era bastante confortável

Espaço para pernas no Grand Caravan

– algo que reparei logo neste avião foi o seguinte: o painel tinha um design muito mais moderno, os dois tablets também estavam instalados nas pontas, mas três grandes telas de cristal líquido se destacavam no lugar dos instrumentos analógicos que vi no Bandeirinha

Cockpit do PR-TOW
Cockpit do PR-TOW

O VOO PARA CONGONHAS

– a rapidez com que a aeronave foi preparada para o voo de volta para Congonhas impressiona, tudo foi muito vapt-vupt: desembarque de passageiros, devolução das bagagens e embarque dos novos passageiros; depois que me acomodei, não devem ter passado nem 3 minutos e já estávamos taxiando, a caminho da cabeceira 10, onde o GRAND CARAVAN fez uma curva de 180 graus, alinhou e iniciou a decolagem rumo a São Paulo

Taxiando em Paraty
Taxiando em Paraty
Alinhando na cabeceira em Paraty

– foi uma pena que o tempo estava ruim em Paraty, os primeiros segundos de voo devem ser deslumbrantes em dias de sol nesta região do Estado do Rio

Decolando de Paraty
Decolando de Paraty

– o voo foi muito tranquilo, sem momentos de turbulência; a paisagem vista pela janela do “teco-teco” era linda: um mar de nuvens brancas abaixo, com céu azul e um pouco de sol, este cenário marcou o trajeto entre Paraty e São Paulo

Em algum lugar entre Paraty e SP
Em algum lugar entre Paraty e SP
Em algum lugar entre Paraty e SP
Em algum lugar entre Paraty e SP
Em algum lugar entre Paraty e SP

– a rota de aproximação utilizada foi aquela que passa perto do bairro de Moema e o pouso foi realizado de forma suave pela cabeceira 17R do Aeroporto de Congonhas

Pouso em Congonhas
Pouso em Congonhas
Pouso em Congonhas
Pouso em Congonhas

– depois de livrar a pista pela direita, o CESSNA seguiu de forma lenta para a área do terminal de passageiros do aeroporto central paulista, passando perto de aeronaves bem maiores

Taxiando em Congonhas
Taxiando em Congonhas

– logo depois que a aeronave estacionou em uma posição remota do pátio de CGH, uma dupla de agentes se posicionou em frente à porta traseira direita para fazer o controle de segurança: os passageiros foram monitorados por aquele aparelho manual de raio-x

– antes de entrar em uma van disponibilizada pela administração do aeroporto, tirei as últimas fotos do GRAND CARAVAN que me levou de Paraty para São Paulo

Grand Caravan em Congonhas
Grand Caravan em Congonhas

AVALIAÇÃO GERAL: a relação custo-benefício desta combinação de voos foi ótima: usei créditos que eu tinha com a AZUL e para os quais eu não tinha perspectiva de uso; além disso, consegui fazer meus primeiros voos em um modelo de aeronave que eu nunca tinha voado; e ainda dei sorte: o primeiro voo foi operado pelo Bandeirinha, um dos aviões da companhia pintado com a bandeira brasileira; a experiência de voo no GRAND CARAVAN foi nota 10: baixa altitude e velocidade reduzida, em especial, no trecho do Rio de Janeiro para Paraty, sobrevoando o litoral carioca; visitar um aeroporto regional, com estrutura modesta, também foi muito interessante; atualmente, a ANVISA proíbe a distribuição de serviço de bordo, fiquei na dúvida se neste tipo de voo, que não conta com tripulação de cabine, seria servido algo em um momento sem restrições da pandemia; em resumo: meu programa aéreo do último sábado de 2020 foi excelente!!!!

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