Voando com a SAS (CPH/PVG)
– vamos em frente com a 2ª Volta ao Mundo de 2019, hora de voar do Velho Continente em direção ao Oriente, saindo de Copenhagen (Dinamarca) com destino a Shanghai (China); a viagem é longa, são 5.154 milhas (cerca de 8.300 quilômetros) de distância percorrida entre as cidades

A COMPRA DA PASSAGEM
– quando a AVIANCA BRASIL começou a dar sinais concretos de dificuldade financeira, comecei a me mobilizar para usar meus pontos do Programa Amigo; eu estava voando muito com a companhia nos voos do trabalho (Rio-Brasília) e tinha acumulado muitos e muitos pontos
– a revisão da tabela de emissão de passagens com as parceiras da STAR ALLIANCE ocorrida em outubro de 2018 e as opções de voos de longa duração em classe Executiva duração foram restringidas de forma drástica, sobraram poucas rotas com condições atrativas
– voar da Europa para a Ásia só se tornou razoavelmente viável em voos operados pela polonesa LOT (de Varsóvia para Singapura, por exemplo) ou pela SAS (sigla da companhia Scandinavian Air System); para voar com a LUFTHANSA e SWISS era exigida uma maior quantidade pontos, além da cobrança da “temida” taxa de combustível, que podia chegar a R$ 1.000,00
– Shanghai acabou aparecendo como uma boa opção de destino: 1- quantidade de pontos aceitável (90.100/pessoa) 2- me “obrigava” a ir para Copenhagen (cidade de partida do voo e que eu não conhecia), e 3- também para Shanghai, que também nunca tinha visitado, com um atrativo adicional de voltar à China, onde estive em 2008 para acompanhar as Olimpíadas de Pequim; além disso, as taxas de embarque totalizavam menos de R$ 100,00


– a passagem foi emitida em dezembro de 2018 na mesma época em que AVIANCA BRASIL entrou em processo de recuperação judicial; as operações de voos foram suspensas pela ANAC em maio de 2019
– fiquei tenso quando nos meses de junho e julho de 2019 foi noticiado que algumas companhias aéreas da STAR ALLIANCE estavam recusando o embarque de passageiros com tickets emitidos pela AVIANCA BRASIL; adotei a estratégia de prudência de entrar semanalmente no site da SAS e confirmar que nossos bilhetes ainda estavam ativos e confirmados
A CIDADE DE COPENHAGEN
– como disse, esta seria nossa 1ª visita à capital da Dinamarca, nunca tínhamos pisado na chamada região nórdica da Europa
– chegamos no voo da SAS, que foi operado por um silencioso Airbus A320Neo que partiu de Milão/MXP, uma viagem em classe Econômica de apenas 02 horas (confira a avaliação completa AQUI)

– a cidade é linda, o povo é educado demais, mas o custo de vida é alto: os gastos com alimentação e hospedagem são acima da média quando comparados com outras capitais europeias
– além disso, pegamos um tempo muito instável: em um espaço de 01 hora, pegamos chuva leve, sol forte e chuva forte; foram 02 dias muito prazerosos por lá, com muita disposição, conseguimos visitar e curtir os principais sightseeings





O AEROPORTO DE COPENHAGEN/CPH
– nosso hotel ficava na região de København, zona central da cidade, e a melhor forma de chegar no Aeroporto Kastrup era o metrô, que tem uma estação praticamente dentro do terminal
– foram cerca de 10 minutos de caminhada até a estação Nørreport, onde chegamos 15:30h; usamos os elevadores para facilitar nosso deslocamento com as malas que carregávamos

– o custo do subway até o Aeroporto tem tarifa diferenciada: são 36 coroas dinamarquesa (cerca de R$ 5,50); a linha M2 (a malha de Copenhagen é pequena, são apenas 02 linhas e 22 estações no total) tem que ser utilizada e chama a atenção o fato de o “trem” ser automatizado, não há condutor humano

– o metrô chegou logo depois que alcançamos a plataforma com nossas malas; conseguimos lugares sentados e o percurso incluiu 10 estações, levamos exatos 15 minutos para chegar na estação do aeroporto, que fica no Terminal 3



– a Patroa tinha comprado algumas roupas, por isso tínhamos que ir no balcão do Global Blue Tax Refund, que está instalado no corredor que faz a ligação entre o T2 e T3; a fila era pequena, mas demoramos a ser atendidos para recebermos de volta o dinheiro dos impostos

– chegamos de volta na área de check-in às 16:15h; a SAS domina a área com dezenas de totens de auto-atendimento, balcões de atendimento e de despacho de malas





– a área dedicada aos passageiros da classe Executiva ou com algum tipo de prioridade é bem identificado e conta com 06 balcões; nosso atendimento, apesar de extremamente atencioso, foi demorado: a atendente teve muitas dúvidas sobre a necessidade ou não de visto préviopara que uma brasileira (a Patroa) entre na China (eu estava viajando com o meu documento português, não houve problema no meu caso); depois de muitos clicks no computador e uma consulta a um supervisor por telefone, ela confirmou o que eu tinha tentado alegar desde o início: os turistas do Brasil podem tirar no próprio aeroporto de Shanghai um visto temporário e gratuitoválido por 144 horas (06 dias), é o chamado “visa on arrival“


– superada a confusão, partimos por uma escada rolante para o andar superior onde fica o acesso à área de embarque usando a facilidade de Fast Track da SAS; não pegamos fila alguma, fomos direto no aparelho de raio-x para a inspeção de nossas bagagens de mão
A SALA VIP DA SAS
– o VIP Lounge da SAS fica a alguns passos do controle de segurança, seguindo para a esquerda; na área da recepção, o acesso é feito por meio da leitura do boarding pass nas catracas eletrônicas que estão instaladas

– o espaço não é grande, são poucos ambientes, mas muito bem decorados; estava lotado, não foi fácil arrumar um lugar para sentar perto da área do buffet, onde mesas mais baixas estão instaladas


– de diferente das demais Salas que já passamos pelo mundo, há um pequeno espaço promocional da fabricante de equipamentos eletrônicos Panasonic e, também, uma área razoavelmente grande e com um ambiente mais lúdico para crianças


– achei o buffet oferecido pouco variado e dei azar, pois eu não gostava de quase nada dos itens disponíveis (saladas variadas, salmão, 02 tipos de sopa, legumes); comi apenas um pouco de creme de aspargos e um prato de pão estilo australiano e queijo (só havia único tipo)




– a parte das bebidas também tinha pouca variedade, mas me agradou a chopeira da Carlsberg, a cerveja local mais famosa; os vinhos (branco e tinto) não são oferecidos nas garrafas, eles são servidos em serpentinas; algumas bebidas quentes (variedades de café) também estão disponíveis em uma grade máquina



O EMBARQUE NO AIRBUS A340
– os painéis eletrônicos indicavam que o embarque do voo SK997 seria feito pelo Portão C32, que fica na área “internacional”, dedicada para os voos que têm como destino países que não fazem parte do Acordo de Schengen (que permite o livre trânsito de pessoas dentro dos países que são signatários do pacto); os guichês de imigração para conferência do passaporte ficam quase em frente ao Lounge, do outro lado de um grande saguão; nesta hora pudemos conferir um pouco mais da estrutura do Aer. de Copenhagen, que tem teto alto, sinalização ostensiva e uma arquitetura mais antiga




– foram menos de 10 minutos de caminhada, passando por um corredor mais estreito e teto baixo e, logo a frente, uma área com grandes janelas de vidro dos dois lados e bancos espalhados ao longo; uma réplica da estátua da Pequena Sereia (Little Mermaid), um dos atrativos do Centro da cidade; registrei ainda um Airbus A330 da SAS sendo preparado para mais uma missão




– as salas de embarque no Aer. de Copenhagen são “individuais”, os passageiros de cada voo acessam uma área dedicada, um esquema bem diferente do que estamos acostumados no Brasil e nas Américas; e neste terminal, as aeronaves ficam muito próximas, o Airbus A340 que nos levaria até a China estava a poucos metros de distância, era fácil ver os pilotos na cabine conferindo os instrumentos; a aeronave tinha o prefixo OY-KBI, foi entregue novinha à SAS em novembro de 2001, portanto, já são quase 18 anos de serviço


– chegamos na sala de embarque propriamente dita por volta de 18:10h e a bagunça era generalizada em função da combinação de: (i) espaço reduzido e (ii) muitos passageiros ansiosos em entrar logo na aeronave (desrespeitando a ordem estabelecida pela companhia aérea); o embarque foi convocado segundos depois




– somente a Porta 2L estava sendo utilizada para o embarque e o finger que dava acesso tinha estrutura de vidro, o que, apesar do reflexo e do sol de frente, permitiu fotos da asa esquerda do Airbus e seus 02 motores (apelidados de “secador de cabelo”)

– ao entrar na aeronave, fomos recebidos por 02 Comissárias risonhas e simpáticas, que, ao conferir nossos cartões de embarque, indicou que deveríamos seguir até o 2º corredor, virando para a esquerda
– a classe Executiva do A340 tem 10 fileiras de poltronas (oito delas na 1ª sessão e mais duas na que vem logo atrás) no esquema 1 x 2 x 1, ou seja, todos os passageiros têm acesso direto ao corredor; o voo estava lotado, os 40 lugares estavam ocupados, casa cheia nesta viagem para o oriente



– logo que entrei, me incomodei com a temperatura interna da cabine: estava bem quente, o que foi melhorando aos poucos
– nossos assentos (reservados antecipadamente diretamente no site da SAS) eram na janela do lado direito: eu estava na 8H (última fileira da primeira seção) e a Patroa na poltrona da frente (7H); eu voaria colado na janela e ela em uma posição mais próxima do corredor





– em cima de cada assento já estavam disponíveis todas as facilidades para o longo voo: travesseiro, cobertor, cobertura da poltrona (para tornar o assento menos duro e mais confortável) e a necessaire

– a necessaire é completinha (meia, tapa-olhos, protetor auricular, kit dental e produtos para pele), mas nada de excepcional


– nesta aeronave, o cinto de segurança é igual a aquele que encontramos nos carros de passeio (“3 pontos“), bem diferente do tradicional (tipo abdominal)

– na parte esquerda da estrutura da poltrona já estava disponível (e pendurado) o fone de ouvido; nesta área, também estão instalados uma porta USB, uma tomada universal, uma prateleira para colocar objetos pessoais e uma garrafa de água



– o welcome drink foi oferecido às 18:20h: obviamente aceitei o champagne, que foi servido em boa temperatura, mas em pouca quantidade

– antes das 18:30h a Chefe de Cabine anunciou pelo sistema de áudio: “boarding completed”, todos os passageiros já estavam a bordo; logo depois foi a vez do Comandante se comunicar, falando primeiro em dinamarquês e, depois, em inglês; de mais relevante, ele informou que a duração prevista de voo seria de 09 horas e 50 minutos
– em um bolsão colado na estatura da poltrona da frente, a SAS coloca uma porção de coisas: as revistas de bordo, o catálogo de venda de produtos Duty Free a bordo e o cartão com instruções de segurança da aeronave

– as portas da aeronave foram fechadas às 18:33h e, logo em seguida, o menu do serviço de bordo foi entregue a cada um dos passageiros da Business Class

O VOO PARA SHANGHAI/PVG
– o procedimento de pushback foi iniciado às 18:38h, portanto, partíamos com 02 minutos de antecedência com relação ao horário programado de saída; o final de tarde em Copenhagen estava lindo, apesar da chuva fina que caía; o sol estava se pondo e um lindo cenário se formou no pátio do aeroporto




– as instruções de segurança começaram a ser demonstradas nos monitores de vídeo; o vídeo era tradicional, a SAS não investiu em fazer algo diferenciado



– fizemos um lento taxiamento até a pista 4R que tem 3.300 metros de extensão, onde chegamos às 18:48h; o A340 fez uma curva de 90 graus a esquerda e iniciou imediatamente a aceleração em potência máxima dos 04 motores CFM56-5C4; as gotas da chuva foram sendo expelidas aos poucos e a aeronave demorou mais de 40 segundos para sair do chão

– apesar de alguns arranhões indesejados no canto inferior direito da janela do avião (a idade do avião traz estes pequenos problemas), o que não ajudou para a qualidade das fotos, a vista nos primeiros minutos de voo era espetacular; deu para ver o complexo Øresund, que foi inaugurado em 1999, conecta a Dinamarca e Suécia e inclui um túnel submarino com mais de 3,5 quilômetros de cumprimento






– os últimos raios de sol e as nuvens que surgiram logo depois fizeram que o céu se tornasse um algodão doce colorido


– eram 18:56h quando o sinal de apertar cintos foi apagado e 10 minutos depois um Comissário veio até mim, me entregou um par de pantufas e perguntou se eu gostaria de ser acordado para o café da manhã: claro! Não queria chegar com fome em Shanghai

– o sono bateu de forma incontrolável, inclinei um pouco a poltrona e acabei dormindo… fui acordado às 19:45h pela movimentação da tripulação na cabine: estava sendo servido um aperitivo (potinho de nuts), acompanhado da bebida de preferência; as opções eram muitas, o menu trazia uma vasta seleção de vinhos (branco e tinto, produzidos na Itália, Estados Unidos e França), 04 marcas de cerveja e alguns drinks/cocktails; o champagne era o Charles Heidsieck Rosé Vintage 2005 e foi a minha pedida (escolha certíssima, estava uma delícia)






– aproveitei para começar a explorar o sistema de vídeo deste A340: a tela não tinha um bom tamanho, mas a resolução era muito boa; o conteúdo do sistema de entretenimento trazia apenas 61 filmes, dos quais 22 eram classificados pela companhia dinamarquesa como “New Release”; a navegação poderia ser feita em 03 línguas: inglês, chinês e outra que não faço a mínima ideia…




– escolhi rapidamente o primeiro filme deste voo: “The Aftermath”, com Alexander Skarsgard e Keira Knightley que conta a história dramática e romântica de um alto membro do exército britânico que assume um posto avançado na Alemanha pós-guerra; como era esperado, o português não era uma das opções de áudio ou legenda durante a exibição do filme


– o fone de ouvido que, lembrando, já estava disponível aos passageiros da Business desde o embarque, tinha boa qualidade, funcionava bem ao isolar o ruído externo; o controle remoto era pequeno, com poucos botões e um mini-mouse tinha que ser utilizado na navegação do sistema de vídeo


– o meu copo de champagne foi esvaziado rapidamente e, quando foi recolhido, não tive direito a pedir um repeteco: o Comissário nem perguntou se eu queria mais uma dose
– chegou a hora de conferir as condições de acesso do sistema de conectividade a bordo (Wi-Fi) e tivemos uma grata surpresa: os passageiros da Executiva têm gratuidade, bastando usar o código da reserva da passagem; a conexão tinha excelente qualidade, consegui inclusive carregar, sem dificuldades, alguns vídeos nos Stories do Instagram do V&A
– o serviço de bordo estava próximo e fui consultar novamente o menu para ver as opções de prato; de entrada: salada, atum (escolha da Patroa) ou carne de codorna (minha escolha), de prato principal, filé de peixe cozido no vapor com arroz de quinoa, frango com batata e abobrinha, carne de veado com purê de salsão e cogumelos, cenoura e tomate e, por fim, ragu de tomate e feijão

– a entrada foi servida às 20:15h; a SAS adota um esquema diferente na hora de servir a refeição, que eu já tinha visto na ALITALIA (há muito tempo) e na TURKISH AIRLINES: o prato não vem montado, o Comissário vem com um carrinho com várias tigelas com todas as opções de pratos; um pequeno pote de salada foi servido para acompanhar; para beber, pedi champanhe e água com gás e a Patroa escolheu vinho branco e água sem gás; achei a carne de codorna um pouco gordurosa


– cerca de 15 minutos depois, foi servido o prato principal: o pedação de frango não era o peito (a parte que mais gosto), mas estava bom, o molho de tomate e os demais acompanhamentos tinham ótimo sabor; para beber, continuei no champagne; os (muitos) talheres da SAS eram de aço e traziam a palavra “scandinavian” na ponta





– por volta de 21:00h terminei o jantar e chegou a hora da sobremesa e a SAS capricha, pois oferece variedade e muito sabor; pedi um pouco de todas as opções (novamente, o prato com os doces foi montado na hora): sorvete, torta de limão e compota de frutas vermelhas; o prato de queijos e marmelada foi servido junto; pedi um digestivo para acompanhar: Bayley’s, que foi servido sem gelo



– o sono tinha começado a bater e quis logo escovar os dentes; 02 toaletes estão instalados entre as sessões que com assentos da Business Class, bem perto de onde eu estava; de ótimo tamanho, acima da média e com detalhes interessantes: uma janela e vaso em posição diagonal; a SAS oferece uma única amenidade: lencinhos umedecidos (que adoro!) estão disponíveis aos passageiros




– na volta para o meu lugar, tirei uma foto da cabine escura do A340; algumas telas do sistema de vídeo estavam ligadas, mas a maioria dos passageiros da class Executiva descansava

– acessei logo os comandos da poltrona, que estão bem localizados, e coloquei na posição “cama”; o travesseiro tinha um tamanho apenas razoável e o edredom era confortável e afastou o frio durante o sono; os pés ficam confinados no “sarcófago” da poltrona da frente, que tinha boa dimensão, já voei em outras aeronaves com esta parte bem mais apertada; consegui “chapar” rapidamente, tive um descanso bom até 02:15h



– alguns minutos depois de despertar, abrindo a cortina da janela, descobri que o sol já tinha aparecido lá fora, já era dia na Ásia, uma boa ocasião para tirar fotos da asa direita deste quadrimotor, com qualidade prejudicada, mais uma vez, pelo estado das extremidades da janela do A340


– toalhinhas quentes foram entregues aos passageiros acordados às 02:55h, clara indicação de que o serviço de café da manhã estava próximo de ser oferecido
– o Mapa de Voo do sistema de entretenimento era completo e indicava que já tínhamos sobrevoado a Mongólia, faltavam ainda cerca de 01 hora e 35 minutos para nossa chegada em Shanghai; nossa altitude era superior a 10.740 metros, voávamos a uma velocidade próxima de 910 km/h e a temperatura externa era de +42 graus




– nesta hora do voo, olhando novamente pela janela do Airbus, havia uma predominância de nuvens brancas na paisagem externa

– apesar de pouco tempo restante de voo, comecei a ver um 2º filme e escolhi “Rocketman”, que ainda não tinha visto e que conta a história da vida do pop-star Elton John, no mesmo estilo de narrativa de Freddie Mercury em “Bohemian Raphsody“

– o café da manhã foi servido por uma Comissária às 03:10h; primeiro, foi entregue um potinho de frutas, além de um pratinho com pão e manteiga; para beber, apenas sucos (escolhi laranja) e algumas opções bebida quente (pedi café preto e adoçante) estavam sendo oferecidas


– alguns instantes depois, veio outro Comissário com um carrinho com o complemento da refeição matinal: pedi tudo que tinha e ganhei um prato de frios montado na hora, com quiche de “blue cheese“, além de iogurte com granola


– perto de 04:05h tivemos um anúncio vindo do cockpit de que faltavam apenas 40 minutos para nosso pouso na China: quase lá! O sistema de Wi-Fi foi desativado quando faltavam 20 minutos para nossa chegada
– nos minutos finais, durante a aproximação, sobrevoávamos terra firme, o que formou uma boa composição com as nuvens esparsas e o conjunto de asa + motores do Airbus A340




– o trem de pouso foi armado e travado às 04:37h (10:37h no horário do destino, a diferença de fuso horário entre China e Dinamarca nesta época do ano é de +6 horas)
– o A340 pousou de forma serena às 10:40h pela pista 16R do Shanghai Pudong International Airport, que tem 3.800 metros de extensão
– o taxiamento pelas vias auxiliares foi longo, uma boa oportunidade pra ver máquinas com cores que não estou tão acostumado: A330 da Sichuan Airlines, Boeing 737-800 da Hainan Airlines, Boeing 777 da China Airlines, A320 da Juneyao Airlines , A321 da China Southern





– encostamos no terminal de passageiros de PVG (sigla do aeroporto chinês) somente às 11:00h, tendo ao lado um Boeing 787-8 da AEROMEXICO, que opera 03 voos semanais da Cidade do México/MEX para a maior cidade chinesa


– o processo de desembarque foi rápido e por volta de 11:10h já tínhamos chegado na área de imigração; seguimos as placas e fomos os primeiros fazer o procedimento preliminar de gravar nossa impressão digital em um totem e depois fomos para a fila normal de conferência de passaporte


– a quantidade de guichês impressiona, eu contei mais de 40; como já disse, os brasileiros que ficarão menos de 06 dias em Shanghai e que comprovam que têm um voo confirmado para um destino fora da China dentro deste prazo tiram o visto temporário em uma mais destacada (extremo esquerdo do salão) chamada de “Special Visa”, que fica no extremo esquerdo; preenchemos os respectivos formulários, apresentamos nossos bilhetes para a Coreia do Sul e fomos autorizados a pisar na terra de Mao Tse Tung
– a área de restituição de bagagens ficava logo a frente, a alguns passos da área de imigração e nossas malas já estavam rodando na esteira 27


– a saída do aeroporto é fácil, um trem de alta velocidade (que viaja a mais de 300 km/h) leva apenas 07 minutos para chegar até a região central da Cidade, de onde pegamos o metrô para chegar no nosso hotel na região da Nanjing Road

AVALIAÇÃO GERAL: o fato de eu conseguir “desovar” os Pontos do Programa Amigo da falecida AVIANCA BRASIL tornou a emissão desta passagem extremamente oportuna e excelente para um voo de longa duração em classe Executiva; o aeroporto de Copenhagen não tem ostentação, mas é extremamente funcional, com transporte público sendo uma ótima opção de acesso rápido e fácil; a Sala VIP da SAS não me agradou muito, pois estava lotada e a pouca variedade de opções de buffet me obrigaram a comer pouco; o Airbus A340 da companhia escandinava está em serviço há quase 02 décadas e já passou por um processo de modernização de cabine; a tela do sistema de vídeo poderia ser maior e a quantidade de filmes disponíveis também; o enorme banheiro com janela é algo que me chamou a atenção positivamente; o serviço de bordo teve altos e baixos: o esquema de servir montando os pratos na frente do passageira é bem legal, as sobremesas estavam deliciosas, mas o menu não me apeteceu muito, não saboreei muito a carne de codorna (entrada) e o pedaço de frango (principal), além disso, o café da manhã, apesar de gostoso, era simples; a tripulação foi outro ponto alto deste voo, com atitude positiva e muita simpatia, o que me faz esquecer um pequeno deslize de não me oferecer um repeteco do champagne durante o aperitivo; no geral, foi uma experiência muito boa com a SAS

Olá tudo bem? Espero que sim 🙂
Adorei seu artigo,muito bom mesmo!
Abraços e continue assim.