Voando com a COPA AIRLINES (BOG/PTY)

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– para mim, é sempre uma satisfação viajar em um avião fabricado pela nossa EMBRAER, é algo que me provoca muito orgulho: ver que uma empresa brasileira tem capacidade de fabricar um produto de alta tecnologia e utilizado por inúmeras companhias aéreas espalhadas pelo mundo; foi justa e unicamente por isso que escolhi um voo de horário “ingrato” (partida às 05:00h) para ter a oportunidade de voar e avaliar o E-190 da COPA AIRLINES

A COMPRA DA PASSAGEM

– comprei minha passagem no início de julho de 2016 (com 03 meses de antecedência), diretamente no site da COPA na Internet, atraído por uma super promoção para voar do Rio de Janeiro para Bogotá/Colômbia (incluindo a volta para o Brasil), com conexão na Cidade do Panamá: paguei R$ 787,93 mais as taxas (total de R$ 1.076,96), um valor extremamente competitivo

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– a avaliação completa do voo GIG-PTY já foi publicada (confira aqui) e agora é a vez de compartilhar os detalhes do voo de Bogotá para a Cidade do Panamá

– resolvi sacrificar um fim de semana com a minha família por 02 razões: (i) testar o benefício de upgrade para a classe Executiva concedido aos passageiros com status premium no Programa Connect Miles (eu serei membro GOLD somente até março de 2017 e já sei que minha categoria não será renovada) e (ii) acumular milhas no Programa Amigo da AVIANCA BRASIL (as companhias são parceiras na aliança global Star Alliance) para tentar manter a minha atual categoria no Programa, o que será importante para o uso de Salas VIP na jornada de Volta ao Mundo que farei em junho de 2017 (são 7.000 pontos acumulados por trecho)

O AEROPORTO DE BOGOTÁ

– cheguei às 03:20h no Aeroporto Internacional Eldorado, fiquei hospedado em um hotel nos seus arredores, que oferece um serviço de van que funciona 24 horas por dia; a cada 15 minutos parte um shuttle para o terminal, são menos de 10 minutos de trajeto até lá

– na parte de fora do aeroporto, o movimento era muito pequeno, poucos carros circulando, mas dentro do terminal já estavam formadas grandes filas nos guichês de atendimento da AVIANCA e da COPA

– dos 12 balcões da companhia panamenha, somente 03 funcionavam naquele horário, 01 deles era dedicado para o chamado Prefer Access, que pode ser usado pelos passageiros da Executiva ou com cartão de fidelização preferencial; esperei quase 10 minutos para ser atendido; a funcionária Lina, de maneira rápida e eficiente, com sorrisos apesar da hora, fez o meu atendimento; pedi informações sobre meu pedido de upgrade, ela prontamente consultou no sistema e informou que eu era o 2º na lista de espera (são apenas 16 vagas neste voo) e a confirmação seria dada somente no portão de embarque; vamos ver se terei a mesma sorte do voo GIG-PTY, quando consegui

– quando estava indo para o embarque, lembrei de perguntar sobre a utilização da Sala VIP; voltei e indaguei à funcionária que estava organizando as filas da COPA; ela disse que a companhia usa o espaço da AVIANCA (parceira da aliança global Star Alliance) mas não sabia se estava aberta naquela hora; os guichês da maior companhia colombiana estão instalados no caminho para o embarque, perguntei por lá e a informação era boa: o lounge já estava aberto

– passar pelos controles do Aeroporto de Bogotá foi moleza: primeiro é feita a imigração, onde não peguei fila, a guarda perguntou o que fui fazer na Colômbia e a cara dela não foi das melhores quando respondi com meu perfeito “portunhol” que tinha um site de avaliação de companhias aéreas e que estava fazendo um bate-e-volta em Bogotá para conferir os serviços da COPA; depois é preciso passar pela segurança, peguei uma pequena fila para passar minha mochila pelo aparelho de raio-x; no total, em menos de 05 minutos eu já estava no saguão de embarque

A SALA VIP DA AVIANCA

– o Aeroporto de Bogotá tem várias lojas, mas todas estavam fechadas, afinal passei por elas por volta de 04:00h; fui direto para a Sala VIP, que fica no 2º andar do terminal, em frente a uma pequena praça de alimentação; para chegar lá, é preciso pegar um elevador

– a estrutura do espaço é interessante: é aberta, o teto dele é o mesmo do Aeroporto; este Lounge é completo, tem espaço dedicado para crianças e um business center com todas as funcionalidades possíveis; no chão, um carpete escuro, na parte central, muitas mesas e cadeiras; na parte lateral, a parte dedicada para comida e bebida; apesar da presença de alguns passageiros, a limpeza da área estava sendo feita por alguns funcionários

– o  buffet de comidas, apesar de estar servido em um bonito balcão branco curvado, trazia poucas opções para os frequentadores do Lounge: pão com frios e folheado de frango, decepcionante, ainda mais porque eu não tinha tomada café da manhã no hotel

– a parte de bebidas era bem melhor: no balcão, 02 tipos de sucos estavam disponíveis: laranja e pêssego; uma geladeira com refrigerantes, mais sucos em garrafinhas e achocolatados estava instalada ao lado da máquina de café; em função do horário, não pude aproveitar a melhor parte desta sala VIP: variedade muito boa de bebidas alcoólicas, inclusive a tradicional cerveja local Aguila

O EMBARQUE NO E-190

– deixei a Sala VIP às 04:20h, a caminhada até o portão de embarque durou menos de 02 minutos; o início do procedimento de embarque foi anunciado pelo sistema de áudio do aeroporto às 04:25h pelo Portão 31; quando cheguei lá, uma fila de clientes com algum tipo de prioridade estava formada, eram cerca de 30 pessoas ansiosas para embarcar logo; perguntei sobre o meu upgrade: infelizmente, não tivemos no show, portanto, ninguém da lista de espera seria chamado para a classe Executiva…ainda bem que o voo seria de curta duração

– o E-jet escalado para este voo era o E-190 de prefixo HP1526CMP, entregue à COPA  em abril de 2008 e que pode carregar até 100 passageiros em 02 classes (12 na Executiva e 88 na Econômica)

– as poltronas d0 E-190 da COPA estão revestidas com couro na cor cinza escuro e tem a configuração típica deste modelo de avião: 2 x 2 (duas poltronas de cada lado, inclusive na classe Executiva, percebi que a principal diferença para a Econômica era apenas um generoso espaço entre as poltronas, lembrei do Espaço Azul oferecido pela AZUL no Brasil); na Econômica, o espaço para pernas era reduzido; esta jornada teve 100% de ocupação, o voo estava completamente lotado

– o meu assento era o 5A, uma janela do lado esquerdo da aeronave, na 1ª fileira da classe Econômica do E-Jet

– a Chefe de Cabine, falando em espanhol e inglês, fez uso do sistema de áudio para saudar os passageiros, informar que o piloto Manoel Velásquez seria o Capitão deste voo e que chegaríamos no Panamá depois em 01 hora e 10 minutos

O VOO PARA O PANAMÁ

– como não há sistema de vídeo instalado nesta aeronave (nem coletivo, nem individual), os procedimentos de segurança são exibidos aos passageiros manualmente pela tripulação; a única opção de entretenimento para os passageiros neste E-190 é a revista de bordo “Panorama”; o modo avião dos celulares é permitido durante todo o voo

– as portas do Embraer foram fechadas às 04:54h e 06 minutos depois foi iniciado o pushback; o taxiamento foi lento, apesar do Aeroporto de Bogotá não ser dos maiores (são apenas 02 pistas, ambas com 3.800 metros) e só alinhamos na cabeceira às 05:21h; a decolagem foi iniciada logo em seguida, a aceleração em potência máxima durou 38 segundos para que o avião começasse a ganhar altitude; a vista de Bogotá, toda iluminada neste final de noite mereceu o registro

– em função do horário do voo, eu tinha a expectativa de contemplar um bela nascer do sol, mas nuvens densas lá fora impediram, uma pena

– o serviço de bordo foi iniciado às 05:40h e o tratamento dado pela Comissária que serviu o café da manhã foi extremamente seco, definitivamente ela não devia estar em um bom dia: cara fechada e frases curtas e diretas no atendimento aos passageiros; na bandeja, panqueca de queijo e presunto, com molho de laranja, que estava muito boa, junto com um potinho com frutas (uva e tangerina); para beber, suco de laranja e café preto (achei aguado e fraco); no geral, foi um “desayuno” que cumpriu muito bem sua função

– lá fora, finalmente o céu azul apareceu, ainda com muitas nuvens; e um pouco depois o sol resolveu se juntar à paisagem

– eram 06:20h quando a Chefe de Cabine deu as tradicionais orientações aos passageiros preparatórias para o procedimento de pouso: mesinhas fechadas e travadas, poltronas na posição vertical e bagagens de mão acomodadas no compartimento superior

– a descida foi marcada por muitas nuvens cobrindo a Cidade do Panamá, mas foi possível ver as dezenas de navios que aguardam sua vez para cruzar o famoso Canal que une os Oceanos Atlântico e Pacifico

– o trem de pouso foi armado às 06:25h e 04 minutos depois tocamos a pista do Aeroporto apelidado de “Hub das Américas”, de forma suave e segura, eram 06:40h quando encostamos no Portão 12 de PTY, encerrando com sucesso mais um voo da Copa Airlines

AVALIAÇÃO GERAL: a relação custo-benefício deste voo com a COPA AIRLIES foi muito boa, o preço da passagem comprada para o trecho completo GIG-PTY-BOG-PTY-GIG foi excelente; o Aeroporto de Bogotá é um terminal antigo, mas transmite a sensação de que tudo funciona bem; o atendimento do check-in da COPA foi excelente, apesar da espera de 10 minutos; a Sala VIP da AVIANCA tem altos e baixos, a comida é fraca e as opções de bebida são boas, imagino que a experiência em momentos de alto movimento seja mais negativa; a companhia panamenha foi pontual na partida e chegada deste voo; o E-190 já tem 08 anos de uso, mas está razoavelmente bem conservado, o pouco espaço para as pernas é um ponto que merece registro; o café da manhã me surpreendeu positivamente, a panqueca estava gostosa, mas o café preto poderia estar mais bem feito; a atitude pouco cortês da comissária e sua cara emburrada eram dispensáveis; no geral, foi um voo muito bom

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  1. […] vez quando voei e avaliei e COPA AIRLINES em outubro de 2016 (confira a avaliação completa AQUI); eu acho este aeroporto muito bonito e extremamente funcional; o comércio é variado, com […]

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