Voando com a LATAM (GRU/BCN)

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– depois das curtas férias de setembro, quando viajamos para Alemanha e Holanda por 10 dias, agora é a vez de um recesso ainda mais curto: apenas 01 semana com minha esposa visitando Barcelona e, depois de pegar um trem de alta velocidade, Madrid; adoramos a Espanha, é sempre um destino interessante para curtir a história do país e para fazer compras

A COMPRA DA PASSAGEM

– induzido pela informação nas mídias sociais circulada no dia 23 de julho de 2016 de que a LATAM estava fazendo uma super-promoção de passagem para voos partindo unicamente de São Paulo com destino a Barcelona por R$ 490,00 (somente o trecho de ida estava contemplado nesta oportunidade ímpar), acessei o site da companhia e confirmei a “pechincha”; com a expectativa de upgrade para a classe Executiva, em função do meu status Black no Programa LATAM Fidelidade, bem como pela quantidade de pontos que seria acumulada neste voo, não pensei 02 vezes antes de emitir a passagem para o casal e depois ver como conseguiria encaixar mais alguns dias de férias no trabalho; no final, deu tudo certo! 

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– para voltar da Europa no dia 04 de novembro de 2016, voei novamente com a LATAM, usei pontos do Programa Fidelidade para um bilhete de classe Econômica no Boeing 777-300ER (26.000 pontos –  Frankfurt-Guarulhos-Rio); nesta jornada, que não foi avaliada por V&A, conseguimos o upgrade para a Executiva

– com o voo saindo de Guarulhos, tive que comprar uma passagem do Rio de Janeiro para lá; fiz a pesquisa de preços no início de setembro/16, a melhor opção que encontrei foi a GOL, saindo do Santos Dumont às 18:55h, com boa margem de segurança para o voo internacional, programado para 23:55h; paguei cerca de R$ 145/pessoa (+ taxas)

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O CHECK-IN EM GUARULHOS

– a condição para pleitear o upgrade de cabine é fazer o check-in de forma antecipada, que pode ser feito com até 72 horas de antecedência; além disso, o critério de “desempate” para passageiros da mesma categoria do LATAM Fidelidade é a hora de realização do check-in; por isso, quando faltavam 71 horas e 40 minutos eu realizei o nosso pela Internet

– o voo da GOL (G3-6815) foi operado por um B737-800, chegando no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, a mala despachada não demorou a aparecer e a tranquila caminhada entre os Terminais levou 15 minutos

– cheguei nos balcões de check-in da LATAM no Terminal 3 de GRU por volta de 21:20h; os cariocas foram muito prejudicados quando a TAM parou de voar do Galeão/GIG para Londres e Frankfurt em 2014; desde então, para ir da Cidade Maravilhosa para a Europa é preciso fazer conexão em São Paulo ou recorrer às companhias estrangeiras: Lufthansa (voos para Frankfurt), Alitalia (voos para Roma), Iberia (voos para Madrid), KLM (voos para Amsterdam), British Airways (voos para Londres), Air France (voos para Paris), TAP (voos para Lisboa e Porto) e, mais recentemente, Condor (voos para Frankfurt) e Edelweiss (voos para Zurich)  

– uma fila de 08 pessoas estava formada à minha frente na área dedicada a clientes preferenciais (usei a minha “credencial”: meu cartão Black); somente 02 guichês estavam funcionando e os atendimentos estavam sendo lentos, não sei a razão, provavelmente lentidão dos sistemas

– só fui atendido às 21:37h pelo funcionário Antonio, que tinha acabado de abrir o 3º guichê para atendeimento aos passageiros; nossa única mala foi despachada rapidamente e pedi para imprimir novamente os cartões de embarque (não gosto de ficar com aquele papel enorme que recebemos por e-mail); perguntei se já tinha alguma atualização sobre os pedidos de upgrade, mas não havia nenhuma confirmação ainda (eu ainda tinha cupons que me permitiram pleitear para a minha esposa também)

 – nesta noite, dos 15 aparelhos de raio-x apenas 06 estavam funcionando, mas a fila estava pequena, portanto, foi muito rápido vencer o controle de segurança; já no controle da Polícia Federal, havia mais gente na fila, 03 catracas eletrônicas de controle de passaporte estavam funcionando e cerca de 20 pessoas estavam a nossa frente; perdemos um pouco mais de 10 minutos

A SALA VIP DA LATAM

– por volta de 22:00h partimos rumo a Sala VIP da LATAM em GRU; na recepção perguntei mais uma vez se os upgrades tinham sido concedidos: mesma situação de antes, mas a funcionária detalhou melhor a realidade, pois informou que 07 lugares estavam disponíveis na classe Executiva, eu era o 1º da lista e a “patroa” era a número 2

– já estive lá muitas vezes e geralmente está lotada, mas neste dia, sem dúvida foi a vez que passei neste Lounge e encontrei o menor número de pessoas; o buffet é apenas razoável, com prevalência de snacks para uma refeição rápida; esta Sala VIP é grande, com diferentes ambientes, com vários tipos de poltronas e sofás, além de um bar 

 – depois de várias tentativas frustradas em função de longas filas de espera, finalmente consegui fazer algo que adoro: tomar banho na Sala VIP da LATAM em Guarulhos; foi revigorante; o tamanho do banheiro é razoável, o chuveiro é forte e produtos da Natura estão disponíveis para os passageiros que usam esta facilidade, além de kits de escova/pasta de dente e de barbeador/creme de barbear

O EMBARQUE NO B767

– eram 22:55h (exatamente 01 hora antes do horário previsto de partida) quando foi feito o anúncio pelo sistema de áudio da VIP Lounge de que o embarque do voo JJ8104 com destino a Barcelona estava sendo iniciado pelo Portão 322

– chegamos em frente do Portão às 23:10h, no exato momento em que o embarque estava sendo iniciado; fomos para a fila de prioridades e quando chegou nossa vez de mostrar o boarding pass perguntei novamente sobre nosso upgrade: boa noticia confirmada, as nossas novas poltronas eram 5A e 5C, janela e corredor do lado esquerdo da aeronave, última fileira da Business Class

– o Boeing 767-300 escalado para esta jornada tinha o prefixo PT-MOF, é uma relativamente máquina nova, foi fabricado em junho de 2013 e entregue à LAN CHILE, com quem voou até dezembro de 2014, sendo então transferido para a TAM; está muito bem conservada e ainda não carrega a nova identidade visual da LATAM

– na classe Executiva deste modelo de aeronave estão instaladas 30 poltronas, são 05 fileiras de 06 lugares, na configuração 2 x 2 x 2 (ou seja, os passageiros sentados na janela não têm acesso direto ao corredor),  mas 02 lugares (5L e 5J) são dedicados para o descanso da tripulação (o B767 não tem um “quartinho secreto” para a tripulação descansar, ao contrário do B777 e do A350, os outros modelos wide-body da frota da LATAM); neste voo, apenas 04 lugares  estavam vazios 

– logo depois, o tradicional welcome drink foi oferecido pela Comissária e eu considero um pecado recusar: champagne e água com gás, acompanhados de um potinho de castanhas e passas; em seguida, ela veio com um carrinho onde tinha uma variedade de jornais e revistas e também distribuiu a necessaire com produtos da grife italiana Salvatore Ferragamo (este kit amenities da LATAM é completo, tem tudo que um passageiro precisa para um voo)

– utilizando o sistema de áudio do B767, o Comandante se apresentou e, falando em português e inglês, nos informou que teríamos 10 horas e 15 minutos de voo até Barcelona, onde pegeríamos 18 graus e um tempo parcialmente coberto por lá

O VOO PARA BARCELONA

– um pouco antes da partida, o Chefe de Serviço (Mazzoni) veio até nós, se apresentou de forma extremamente simpática, nos chamando pelos nossos nomes e se colocando à disposição para qualquer coisa durante o voo

– o pushback foi feito às 23:50h, portanto, dentro do horário, a LATAM foi pontual neste voo; alcançamos a cabeceira de GRU, fazendo uma curva a esquerda e já começando a acelerar; a decolagem foi iniciada às 00:05h, a aceleração dos 02 motores GE foi feita em força máxima por 38 segundos 

– eram 00:35h quando a atenciosa Comissária Aldrey anotou nossos pedidos de jantar e, desta vez, a “maldição da última fileira” não me prejudicou e consegui escolher a única opção do cardápio que eu gostava: filé grelhado com molho demi glacê e polenta cremosa (ainda bem, pois odeio beringela e não aprecio peixe, as outras opções neste voo)

– o jantar foi servido às 01:00h: os talheres eram de aço inox com logomarca da TAM; a carne estava em ótimo ponto e apetitosa, os legumes bem cozidos, mas a polenta cremosa estava um pouco sem gosto; a salada que acompanhou o prato principal estava fresca e saborosa

– eu gosto muito das opções de bebida alcoólica que a LATAM oferece em seus voos, é sempre bem variada e com vinhos argentinos e chilenos, que eu aprecio; fiquei na dúvida se repetia o champagne servido quando ainda estávamos em Guarulhos, que estava uma delícia, mas acabei escolhendo um vinho tinto chileno Pinot Noir (Viña Maycas del Limarí – 2014), muito bom, com ótimo sabor

– na hora da sobremesa, resolvi variar, pois geralmente escolho o sorvete Haagen-Dasz quando estou voando na Executiva da LATAM; pedi a mousse de leite de coco com calda de frutas vermelhas e foi uma ótima escolha, estava deliciosa; “moedas” de chocolate também foram distribuídas junto com a mousse

 – o sistema de vídeo/entretenimento do B767 tem boa resolução e a navegação com o controle remoto, instalado na coluna da poltrona, é simples; a LATAM oferece muitas opções de filmes dublados para o português, mas a lista mudou pouco desde setembro, quando voei para Frankfurt com a LATAM NO Boeing 777-300ER (veja a avaliação completa deste voo aqui); o fone de ouvido cumpre o seu papel, apesar de não ser dos mais modernos, tem a logomarca da TAM e estava embalado em um plástico simples; escolhi o filme “Um Homem Misterioso“, com George Clooney, que conta a história de um assassino profissional que se refugia no interior da Itália e se complica ficando amigo de um padre e se apaixonando por uma prostituta 

– por volta de 01:40h, a bandeja do jantar já tinha sido recolhida e o sono bateu forte, hora de pedir o conjunto de cobertor (“fofinho” e confortável) e travesseiro (de bom tamanho), colocar o assento na posição full flat (no pequeno painel de controle, há um botão especifico para que a poltrona se torne uma cama) e descansar; neste momento, faltavam 09:15h para chegarmos em Barcelona

– antes de dormir, lembrei de carregar o celular: a posição da tomada e da porta USB na poltrona do B767 da LATAM é um ponto muito negativo, fica difícil de entender como o projetista do assento pensou em algo tão fora de mão, é um exercício de adivinhação conseguir colocar o cabo no lugar, porque quando o passageiro está sentado, não é possível enxergar onde estão os buracos de encaixe

– consegui descansar por 05 horas; a posição 180 graus da poltrona ajuda muito na hora do descanso, mas eu sempre sinto um incômodo nesta poltrona do B767 da LATAM: a estrutura de ferro chega a machucar o meu quadril, eu tenho que deitar um pouco abaixo da posição normal para poder dormir com tranquilidade e sem dor

– quando acordei, fui ao banheiro (são 02 banheiros dedicados aos passageiros da classe Executiva, localizados na parte da frente da aeronave); o tamanho é apenas razoável; lencinhos umedecidos “genéricos” (sem a logomarca da LATAM) estão disponíveis em um copo de plástico na pia

– antes de voltar para o o meu lugar, aproveitei para tirar fotos da galley deste Boeing; já tive a chance de conversar com muitos comissários de voo e existe uma certa unanimidade: para os pilotos, os aviões da BOEING são os preferidos, para o resto da tripulação as máquinas da AIRBUS são as preferidas, pois o fabricante europeu tem maior preocupação em facilitar a vida dos Comissários destinando um maior espaço às “cozinhas”

– consegui cochilar por mais 02 horas e quando acordei, mesmo faltando somente 01 hora e 15 minutos para o pouso, comecei a ver Independece Day, a recente continuação do filme passado há 20 anos atrás, um bom passatempo

– logo em seguida, iniciou-se o serviço de café da manhã; a bandeja servida trazia as minhas escolhas que foram marcadas em um formulário entregue pela tripulação no início do voo: frutas, bolo de chocolate, croissant, iougurte, geléia, manteiga e, como prato principal, ovos mexidos com batata e tomate; para beber, café preto e suco de laranja; foi um ótima refeição matinal

– eram 10:18h (hora do Brasil) quando o Comandante se dirigiu a todos informando que restavam apenas 30 minutos para o pouso em Barcelona; era hora de aproveitar o tempo claro lá fora e tirar muitas fotos, com foco nas turbinas e nos winglets do B767 da LATAM: do lado esquerdo um pouco de sombra, do lado direito, muito sol; a paisagem da terra espanhola, em constraste com o azul escuro do céu, era um show a parte

– a cidade de Barcelona, neste época do ano, tem um fuso horário de +04 horas com relação à nossa capital Brasília; o trem de pouso foi armado às 14:40h (hora da Espanha); já estive na cidade catalã muitas vezes, a aproximação para Barcelona é sempre maravilhosa, o avião passa por cima da cidade, indo em direção ao Mar Mediterrâneo, faz uma guinada forte para a esquerda, passa pelo porto da cidade e alinha para a pista de BCN; tocamos o solo espanhol às 14:50h, um pouso suave, seguro e sem solavancos 

– antes de sair, perguntei ao Chefe de Cabine se seria possível fazer uma visita à cabine dos pilotos; ele prontamente foi perguntar ao Comandante Stefano (muito atencioso e simpático) e a resposta foi positiva, pedindo que eu aguardasse o desembarque de todos os passageiros; enquanto isso, o Comandante arrumou a cabine para que as fotos ficassem “no grau” (a foto da esquerda deve ser publicada na revista de bordo da LATAM em novembro)

– o Aeroporto de Barcelona é enorme, a caminhada até o controle de imigração/passaporte e depois até a área de resgate das malas é longa; os carrinhos para colocar a bagagem despachada são fornecidos de forma gratuita pela administração do terminal, estão disponíveis aos passageiros sem nenhum custo

AVALIAÇÃO GERAL: a relação custo-benefício deste voo foi simplesmente excelente, com um gasto total de cerca de R$ 750,00, voei do Brasil para a Espanha na classe Executiva da LATAM; o B767 é uma aeronave com projeto antigo, apesar desta unidade ter sido fabricada há apenas 03 anos, por isso, alguns detalhes negativos são observados, com destaque para a posição da tomada e para a estrutura de ferro do asssento da Executiva que chega a machucar o quadril; a atitude da tripulação (Chefe de Cabine, Comissária que nos atendeu e Comandante) foi exemplar durante todo o voo, merece com justiça o selo TOP; o serviço de bordo foi muito bom, mas a polenta foi um ponto fraco e destoante do jantar; além disso, acho que um risco o cardápio adotado pela LATAM em outubro, porque beringela e peixe definitivamente não são unanimidades; no geral, foi uma experiência muito acima da média com a LATAM neste voo entre Brasil e Europa

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