VOANDO COM A LATAM (JFK/GRU)

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– o feriadão de 15 de novembro de 2016 estava acabando, hora de voltar para o Brasil, depois de 03 intensos dias com minha esposa em Nova York; a ida para a cidade americana foi feita na classe Executiva da DELTA AIRLINES usando milhas do Programa Smiles, foi a 1ª vez que voei com a tradicional companhia americana e foi um experiência ótima (confira a avaliação completa aqui)

A COMPRA DA PASSAGEM

– para retornar de Nova York, em março de 2016 (com bastante antecedência para voar em novembro) fiquei pesquisando as opções e usar pontos do Programa Fidelidade para voar na classe Econômica da LATAM se mostrou a melhor alternativa: foram 30.000 pontos (por pessoa) para um voo direto do Aeroporto JFK para o Galeão/GIG (a quantidade foi relativamente alta, pois já emiti passagens dos Estados Unidos para o Brasil por 16.000 pontos)

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– entretanto, no início de julho, recebi uma comunicação de mudança do voo por mensagem de texto no meu celular: a LATAM não iria mais voar às 3ªs feiras entre NYC e GIG (o voo deixou de ser diário, a frequência foi reduzida para 04 vezes por semana), a única opção era sermos encaixados em um voo com conexão em São Paulo/GRU, ou seja, nada de voo direto, isto é muito chato

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A IDA PARA JFK

– estávamos com malas pesadas (lembram que eu estava viajando com a “patroa”?!?) portanto, a opção de ir de metrô do centro da cidade para o Aeroporto JFK foi abortada; acabei pegando um veículo particular recomendado pelo recepcionista do hotel, um carro luxuoso e espaço que custou 82 dólares (um pouco mais do que um um táxi comum, que custaria cerca de 75), mas valeu a pena pelo conforto (paguei com cartão de crédito)

– era um dia de muita chuva em NYC, o trajeto até o aeroporto demorou mais do o normal, foram 01 hora e 15 minutos do hotel na Times Square (na Rua 52) até o Terminal 8 do JFK, onde chegamos às 14:40h

– o T8 é dedicado à American Airlines e às companhias da aliança One World; este terminal não é grande, mas a estrutura é moderna com grandes vigas de aço na cor branca; o símbolo da companhia americana está espalhado com bastante ostentação por todos os lados

O CHECK-IN

– para voos partindo dos Estados Unidos, o check-in é aberto pela LATAM apenas 24 horas antes do voo; eu tinha  a expectativa de conseguir um upgrade para a classe Executiva e um dos critérios de elegibilidade é a hora do check-in, por isso estava de prontidão às 17:15h no computador do meu hotel; mas no meio do processo ocorreu algum problema: os dados foram inseridos de forma correta, mas não consegui receber os cartões de embarque por e-mail, apesar do procedimento ter sido concluído no sistema; mesmo assim eu terminei o meu check-in às 17:17h e, incrivelmente, 02 pessoas conseguiram finalizar o processo antes de mim, às 17:16h, portanto, eu era o 3º na lista para o upgrade

– no Aeroporto JFK, a LATAM tem cerca de 15 guichês de atendimento, todos estavam vazios, fui para a área dedicada para as prioridades, onde fui direto ao balcão: o atendimento foi ótimo e eficiente; os cartões de embarque foram impressos  rapidamente (os assentos pré-reservados pela Internet estavam garantidos) e as malas foram etiquetas e despachadas; perguntei da possibilidade de upgrade e foi confirmado que o voo estava lotado, eu teria pouca chances de conseguir voltar para o Brasil no conforto da Business Class; malas despachadas, recebemos os cartões de embarque e um voucher para acessar a Sala VIP da American Airlines 

– o controle de segurança no Aeroporto JFK é sempre muito ferrenho, o processo é lento, todos os passageiros são obrigados a retirar os computadores e tablets de suas mochilas, é preciso ficar sem sapatos também, sem exceção; além disso, todos precisam passar por uma máquina especial de raio-x (ficando em pé, parado, com os braços para cima por alguns segundos), o que atrasa ainda mais o processo

A SALA VIP DA AMERICAN AIRLINES

– a American Airlines tem 02 tipos de Sala VIP neste terminal: uma para passageiros da Business Class + membros da categoria Ruby da One World e outra para passageiros da Primeira Classe + membros Emerald da aliança global (este lounge é chamado de Flagship); como sou categoria Black da LATAM, posso usar a Sala mais “sinistra”

– cheguei lá às 15:15h; o espaço não é grande, mas é muito aconchegante: cadeiras com revestimento em couro estão espalhadas pelo ambiente, a maioria perto do janelão, há uma bancada com algumas cadeiras para clientes que queiram trabalhar no computador e umas “cabines” para quem precisa de um pouco mais de privacidade; os lustres chamam a atenção, são grandes e estilosos

– este lounge tem um bela vista para o pátio do JFK, uma boa oportunidade para registrar os aviões sendo preparados para seus próximos voos e taxiando (apesar da reflexão dos lustres, que atrapalham um pouco); registrei o B767 da LATAM com cores antigas da TAM que me levaria até o Brasil sendo rebocado de uma área remota para o portão de embarque

– muitos tipos de bebidas estão a disposição dos passageiros: uma geladeira com refrigerantes, água e cerveja e uma bancada com uma grande variedade de bebidas alcoólicas destiladas; além disso, café e chá são opções

– quando chegamos, somente snacks e sanduíches estavam sendo oferecidos, mas por volta de 16:00h foi servido um buffet de comida quente, com opções de arroz, frango, legumes cozidos e salada, além de frutas e queijos, tudo saboroso; os talheres disponíveis eram de aço inox

– como chegamos com antecedência razoável, foi possível fazer o que adoro nas salas Vips: tomar banho; o banheiro era grande, mas com cara de antigo; o jogo de toalhas estava preso com um laço verde e o sabonete e shampoo ficam em compartimentos presos dentro do box; o chuveiro era forte, bom para relaxar o corpo

– a American não faz anúncio indicando o início do procedimento de embarque dos voos (a razão é não produzir poluição sonora em um ambiente reservado), por isso achei prudente irmos logo: eram 16:20h quando partimos para o saguão de embarque, pois a caminhada até o portão do nosso voo seria longa, era preciso cruzar a pista por baixo usando um túnel acessado por longas escadas rolantes

O EMBARQUE NO B767-300

– o embarque do voo JJ8081 com destino a GRU foi iniciado às 16:35h pelo Portão 38; o acúmulo de pessoas em torno dele era bem grande, indicando que o voo estaria cheio; a confusão prejudicou um pouco o bom andamento do procedimento de embarque, pois as filas se cruzavam e foi díficil identificar aquela dedicada às prioridades; com a expectativa baixa, perguntei sobre o upgrade e foi confirmado que a classe Executiva estava lotada

– o Boeing 767-300-ER escalado para esta jornada dos Estados Unidos para o Brasil era o PT-MSS, fabricado e entregue à LAN Chile em 2012 e que foi integrado à frota da TAM em 2013; a configuração dele na classe Econômica é 02 poltronas perto das janelas e outras 03 na parte central (portanto, 2 x 3 x 2); neste voo, quase 100% de ocupação, o voo estava bem cheio, os 28 assentos da Classe Executiva estavam ocupados e apenas 01 lugar vazio na Econômica; um pequeno cobertor, uma manta fina e um fone de ouvido básico estavam colocados em cima de cada uma das 191 poltronas da classe Econômica

– mo encosto de cabeça das poltronas há alças laterais reguláveis para melhor apoio do pescoço, é um pequeno detalhe que ajuda na hora de dormir; o espaço para as pernas era bem razoável, já enfrentei piores; minha poltrona era a 13D, um corredor no centro do B767, na segunda fileira da classe Econômica

– eram 17:10h quando as portas do Boeing foram fechadas; logo em seguida o Comandante se apresentou falando em português e informou que teríamos 09:40h de voo e que a temperatura em São Paulo era de 17 graus; um pouco antes da partida, o Comissário responsável pelo atendimento do meu lado do avião (Eduardo) se dirigiu a mim, me chamando pelo nome, se apresentando e informando que estava à disposição para qualquer coisa durante o voo (ele fez isso com mais algumas pessoas, acho que ele recebeu a lista de passageiros com status do Fidelidade e dedicou uma saudação especial a eles)

O VOO PARA GUARULHOS

– o pushback foi feito com pequeno atraso de 04 minutos às 17:19h; o aeroporto JFK é enorme, tem 04 pistas (a menor tem 2.560 metros e a maior 4.442 metros) e milhares de pousos e decolagens são feitas por lá diariamente; taxiamos longamente e finalmente alcançamos a cabeceira da pista às 17:40h; as 02 turbinas GE do B767 começaram a acelerar em potência máxima logo em seguida e demoramos 34 segundos para deixar o solo

– o sistema de entretenimento a bordo deste B767 me agrada: a tela tem boa resolução e tamanho razoável; todos os comandos (inclusive luz de leitura e chamada de Comissários) são feitos na tela touchscreen, que funciona bem; como tinha voado algumas vezes com a LATAM recentemente, a seleção de filmes já era conhecida, mas consegui achar um filme que parecia interessante e que ainda não tinha visto: “O lugar onde tudo termina“, com Bradley Cooper, que conta a história de um motociclista profissional que se envolve em assaltos a bancos e é morto por um policial, que depois precisa conviver com este drama pelo resto da vida; apenas um bom passatempo de início de voo; vale um último registro: a LATAM (ainda) não obriga os passageiros a ver uma propagandas antes dos filmes começarem, isto é muito bom

– na parte de baixo da tela tem uma porta USB instalada, algo sempre providencial para carregar o celular e outros equipamentos eletrônicos; além disso, na parte inferior do estrutura de ferro da poltrona da frente tem uma tomada universal

– o serviço de bordo foi iniciado às 18:15h; as opções de jantar neste voo eram: arroz com carne ou ravioli de queijo; para beber, muitas opções: água (com ou sem gás), refringentes, sucos, vinhos (branco e tinto), cerveja Heineken e whiskie Ballantines; quando chegou a minha vez, pedi ajuda e sugestão ao Comissário Eduardo: ele indicou a massa, que veio acompanhada de um potinho de salada, um pacotinho com 03 biscoitos cream cracker e um pedacinho de queijo; os talheres eram de aço inox; para acompanhar, escolhi vinho branco, que foi servido em copo de vidro e foi reposto 01 vez; na hora de recolher as bandejas do jantar, são oferecidos café e chá, junto com um pacotinho de M&M; no geral, foi uma ótima refeição, considerando a classe Econômica

– na fila do banheiro localizado na parte central da aeronave (na altura das fileiras 17/18) só tinha 02 pessoas, achei melhor ir logo; o espaço é pequeno mas é possível escovar os dentes com tranquilidade; em cima da pia, reencontrei os lencinhos umedecidos com a marca da antiga TAM (nos voos para a Europa que peguei em outubro e novembro, lencinhos “genéricos” estavam disponíveis)

– a passageira que estava sentada na fileira à minha frente fez um pedido que achei estranho: pediu escova de dente e a Comissária indicou que estava disponível na parte de trás do avião; fiquei curioso, pois achava que a LATAM não oferecia mais esta amenidade aos passageiros da classe Econômica; depois de alguns minutos fui lá conferir e tive a agradável surpresa: a companhia coloca uma cesta ao lado dos banheiros traseiros com tapa-olho, protetor de ouvido, meias e um kit com escova/pasta de dente

– comecei a ver outro filme no sistema de vídeo: “Capitão Fantástico“, que conta a história de um homem que cria seus filhos de forma pouco usual no meio da floresta, provocando algumas reflexões sobre os padrões de educação da nossa sociedade, foi interessante

– antes das luzes da cabine serem apagadas e o escuro convidar os passageiros a descansar e dormir (por volta de 20:00h), o serviço de Free Shop a bordo é oferecido pelos Comissários; a LATAM não vende mais miniaturas de avião, por isso não me interessei por nada; achei uma posição confortável e consegui dormir por cerca de 05 horas

– o café da manhã começou a ser servido a partir de 01:45h, quando faltavam 1:30h para o pouso em Guarulhos; uma bandeja com um sanduíche quente de queijo, acompanhado de um potinho de frutas, um pão pequeno e  potinhos de geléia/manteiga, acompanhados de suco de laranja e café (novamente, talheres de aço)

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– eram 02:50h (05:50h hora do Brasil, Nova York nesta época do ano tem fuso horário de -3 horas com relação a Brasília) quando o Comandante se dirigiu a todos informando que já estávamos em procedimento de descida e que nosso pouso estava previsto para 06:20h; o tempo em GRU era encoberto e foi confirmada temperatura de 17 graus; tocamos o solo paulista antes do previsto, às 06:13h, um pouso forte, mas seguro; encostamos no terminal de GRU às 06:20h, encerrando mais um voo da LATAM dos Estados Unidos para o Brasil

nossas malas chegaram rapidamente e não precisamos correr para pegar nosso voo de conexão para o Galeão/GIG; a parte central do terminal doméstico de GRU tem grandes janelas e, quando estão limpas, oferecem uma boa oportunidade para tirar fotos do pátio de manobras

– o voo para o Rio de Janeiro também foi operado por um B767-300 e o tempo bom em rota proporcionou belos registros do conjunto asa + turbina + winglet desta máquina da LATAM

AVALIAÇÃO GERAL: eu já tinha achado o número de pontos para a emissão da passagem alto, mas a troca de voos “carimbou” um início ruim desta experiência de voo com a LATAM, afinal migrar de um voo direto para outro com conexão é muito ruim; o problema do check-in não trouxe maiores consequências, eu consegui me habilitar para o upgrade normalmente (que no final não foi concedido por falta de vagas, uma pena); o atendimento no Aeroporto JFK foi ótimo e a sala VIP  – Flagship – da American é muito boa, com destaque para um gostoso banho que tomei por lá; o Boeing 767 é meu avião “queridinho”, é sempre um prazer voar nele este exemplar está muito bem conservado; achei o nível de serviço da classe Econômica da LATAM muito bom: postura exemplar da tripulação, serviço de bordo com sabor e bebida alcoólica gratuita, sistema de entretenimento muito bom e amenidades à disposição dos passageiros; apesar do pequeno atraso na partida, chegamos ao Brasil dentro do horário previsto; no geral, foi uma experiência muito boa 

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voando na TAM, como é a classe economica da TAM, indo para Nova York com a TAM
6 respostas
  1. Gabrielle
    Gabrielle says:

    Cadu, boa tarde! Também adorei o relato, muito rico e detalhado, certeiro pra quem, assim como eu, estava procurando informações sobre a LATAM. Se você me permite fazer uma pergunta, gostaria de saber se você já viajou nos últimos assentos do avião. Aqueles que não reclinam e ainda são próximos do banheiro. É que estou fazendo um vôo juntamente com meu namorado, e existem outros assentos disponíveis, mas no 777 somente existem poltronas duplas bem lá atrás do avião. E as nossas seriam bem essas, as últimas. Você diria que deve ser muito terrível, ou se prezamos viajar só os dois, sem fileira de 3 pessoas vale a pena?

    Responder
    • Cadu Franco
      Cadu Franco says:

      Gabrielle, é um prazer ajudar! Vamos lá: salvo engano, nos B777 da LATAM, as 03 últimas fileiras são as únicas que têm 02 poltronas. De fato, somente a última fileira tem uma reclinação menor do que a normal, mas não me parece ser algo realmente determinante para exclui-la como opção. A proximidade do banheiro tem suas vantagens e desvantagens. Você pode correr o risco do isolamento acústico estar ruim e ser incomodada pelo barulho da descarga. A fila que geralmente se forma no final do voo não deve incomodar muito, pois geralmente os passageiros não se conhecem e não ficam tagarelando. Mas o fato de você estar junto com seu namorado e ter a liberdade de ter acesso ao corredor de forma muito mais amigável, me parece um atributo relevante. Bons voos! V&A

      Responder
      • Gabrielle
        Gabrielle says:

        Poxa, que breve resposta. Agradeço novamente e acho que concordo com todas as suas colocações. A parte do banheiro não me incomoda muito. O medo mesmo era o desconforto da falta de inclinação. O seat guru havia informado que eles não reclinavam nem uma polegada. No vôo de ida dei sorte de voar com o 777ER, então foi possível voar na parte da frente do avião em dupla, visto que ele é 2x3x2. Mas no vôo de volta me deparei com esse dilema no 777. Acredito que vou manter os assentos pela privacidade de viajar somente em casal. Obrigada novamente e vou continuar acompanhando os textos, boas viagens 🙂

        Responder
        • Cadu Franco
          Cadu Franco says:

          Bons voos! Eu viajaria na parte final do B777. Sem dúvidas, o B767, com
          02 poltronas apenas nas pontas facilita muito a vida dos casais. Estou voltando de Milão para o Brasil nele no próximo domingo. V&A

          Responder

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