Voando com a KLM (AMS-GIG)

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– a programação da viagem do Carnaval de 2015 começou ainda em abril de 2014, com a emissão de bilhetes da Iberia (trecho de ida) e KLM (trecho de volta), ambas com milhas do Programa Smiles; aproveitei uma promoção e a oportunidade de voar na classe Executiva  da companhia holandesa por 52.500 milhas, algo impensável nas condições atuais de oferta de passagens-prêmio

– 02 semanas antes do voo, acessei o site KLM Shopping e fiz compras para entrega a bordo: um par de baralho e um chaveiro em forma de fivela de cinto de segurança; será que vai funcionar?

– a reserva de assentos já tinha sido feito previamente no site da KLM (o fato dos bilhetes terem sido emitidos com milhas Smiles não foi um problema): 2A e 2B, janela e corredor, lado esquerdo da aeronave

– esta será a nossa 1ª experiência com a KLM (32ª colocada no ranking Skytrax de 2014), um voo intercontinental com aeronave wide-body (fuselagam larga); o voo será diurno, o que me dará mais oportunidades de avaliar pequenos detalhes do serviço oferecido pela companhia holandesa

– o aeroporto de Amsterdã/Schiphol é enorme, a quantidade de gente indo de um lado para o outro impressiona, mas a sensação não é de confusão; a sinalização chega a ser ostensiva, acho que é difícil alguém se perder…há esteiras para agilizar o deslocamento; há muitas lojas e banheiros; mas é um terminal antigo e já há obras indicando sua modernização; nosso voo vindo de Istambul nos deixou no Terminal D e o voo para o Rio de Janeiro sairia do Terminal F; a caminhada foi de 15 minutos, com um pit-stop numa loja de brinquedos

– fomos para o Crown Lounge da KLM que fica no início do Terminal F; o espaço é enorme e lotado, arrumar 02 lugares juntos não foi fácil; às 09:30h da manhã já tinha gente bebendo vinho e cerveja; o buffet de comida era simples (03 tipos de pães, salame e queijo, manteiga e geleia, além de frutas e snacks), mas havia uma grande variedade de bebidas; ficamos por lá até 10:05h; o painel indicava que o voo estava 25 minutos atrasado (novo horário de partida: 11:05h)

– chegando no Portão F04, é preciso passar por um aparelho de raio-x para acessar uma pequena sala de embarque dedicada ao voo (há fila de prioridades), que estava lotada, sentamos improvisados na saída de ar-condicionado; somente às 10:30h foi autorizado o embarque, que foi um pouco confuso, muita gente se aglomerava em frente ao portão, muita ansiedade para entrar no avião; há um corredor específico dentro do finger para os passageiros da Business Class

– fomos recebidos com muitos sorrisos por 02 Comissários na porta da aeronave, indicando que teríamos um tripulação bem simpática suportando o voo

– o Boeing 777-200 que nos levaria até o Brasil tinha o prefixo PH-BQK (na cauda traseira tinha o logo da KLM Asia) foi entregue em janeiro de 2005 e tem o apelido “Mount Kilimanjaro“; a configuração da Executiva é 2 x 3 x 2 (igual ao Boeing 777-300 da TAM, onde já viajei na poltrona do meio e me senti um pouco enclausurado), com 35 lugares no total, todos ocupados; apesar da “idade avançada”, a aeronave está muito bem cuidada; as poltronas não são de última geração, mas indicam que já foram modernizadas em algum momento; nos assentos, fone de ouvido, cobertor e travesseiro (pequeno) já estavam disponíveis

– água, suco e champagne foram oferecidos; apesar da hora, não consegui recusar a “bebida borbulhante” (Nicolas Feuilatte – Brut Réserve); em seguida foram distribuídas as Necessaires (diferentes para homens – preto – e mulheres – rosa com laço): não é das maiores, mas oferece aos passageiros os itens básicos para a viagem (somente meias, a KLM não oferece chinelos, como a Alitalia)

– eram 10:50h quando tivemos um speech do Capitão, se desculpando pelo atraso (razão: conexões tardias de outros voos); a duração de voo prevista era de 11 horas e 10 minutos; teríamos turbulência na primeira hora e meia de voo, voaríamos a 10.800 metros e com velocidade de 870 km/h

– o pushback (mais acelerado do que o normal) foi feito às 11:08h e a decolagem foi feita às 11:21h (depois de aguardarmos a partida de um Boeing 787 da Thomson, um B777-Cargo da Air China e um A330 da KLM)

– logo depois que o sinal de apertar cintos apagou (07 minutos depois da decolagem) fui tirar a dúvida sobre o conforto oferecido pelo assento: virava full flat ou não?!? A primeira resposta foi não! Mas percebi que outros passageiros também testavam e a inclinação era bem maior do que a minha; relaxei e decidi tratar disso depois do almoço

– o menu do almoço (em inglês, holandês e português) distribuído junto com um folder de artigos de luxo para compra a bordo (não comprei um relógio Frederique Constant – que nunca ouvi falar – pela bagatela de 999 euros!!!); teríamos 03 opções de prato principal: coxa de frango / carne / salmão; de vinho branco teríamos: o espanhol Marques de Caceres Verdejo – 2013 e o neozelandês Villa Maria Pinot Grigio Private Bin – 2014; de vinho tinto teríamos: o chileno Cono Adir Single Vineyard Pinot Noir 2012, o francês Domaine de la Clapière – Jardin de Jules 2013 e o espanhol Marques de Caceres Excellens – 2011, além de 02 opções de vinho do porto e mais um vinho de sobremesa; ou seja, uma carta de vinhos muito respeitosa

– um pouco antes do meio-dia, o serviço de bordo foi iniciado: uma Comissária servia bebidas (escolhi o vinho tinto espanhol: excelente) e queijo holandês (uma delícia, com o detalhe da bandeirinha da Holanda) e um Comissário vinha atrás anotando as escolhas da refeição: minha escolha foi carne assada com purê (não pedi entrada, pois a salada de atum e sopa de chicória não me apeteceram)

– já neste momento, já foi possível perceber a excelência da KLM: a postura dos Comissários é exemplarmente acolhedora e atenciosa, ainda mais se comparada com a Iberia, no voo da ida (decepcionante)

– esta excelência ficou ainda mais evidente após uma barbeiragem minha: deixei o copo cheio (que desperdício!) de vinho tinto cair na minha calça de cor clara; quando a Comissária viu, “abraçou a causa“; primeiro tentou passar água tônica, a situação melhorou, as fortes manchas vermelhas diminuíram, mas ela não ficou satisfeita; ela foi na parte reservada à tripulação, pegou um pijama com bordado “KLM Crew”, “mandou” eu me trocar e dar a calça suja para ela, me garantindo que me devolveria limpa ao final do voo; por precaução, a partir daquele momento, mudei do vinho tinto para o branco…

– o almoço foi servido perto de 13:00h; a salada de quinoa estava simplesmente maravilhosa, um sabor que nunca tinha experimentado; uma coisa me chamou a atenção: as entradas não foram servidas em louça, mas sim em potes de plástico, que eram duros e ornamentados; já o prato quente foi servido em louça e, uma vez mais, a KLM acertou: a carne assada estava deliciosa (foto)

– as opções de sobremesas eram expostas na parte de cima de um carrinho, você pode escolher analisando visualmente todos as opções; escolhi a doce de banana com caramelo salgado e existe um adjetivo para classificá-la: divina; em seguida foram servidos café e chá com chocolate Godiva

– enquanto me preparava para ir ao banheiro, minha encomenda feita pela Internet chegou: tudo certinho, meus souvenirs foram entregues com simpatia pelo Comissário

– depois de escovar os dentes, fui para o “momento da verdade” da poltrona: fiquei em pé apertando o botão de deitar e desta vez tudo funcionou; a poltrona não vira uma cama full flat, mas permite um descanso merecido; além disso, quando o assento está totalmente reclinado, ele “invade” o espaço do passageiro da fileira de logo atrás, algo que não se observa nos aviões mais modernos e que traz um pouco de incômodo (portanto, os passageiros da 1ª fileira têm mais conforto do que os demais)

– o sistema de entretenimento fica no encosto de braço central e o monitor é pequeno e não tem touch screen (o que indica a idade avançada do avião); escolhi o filme “O Juiz“, com Robert Downey Jr e Robert Duval; conta a história da relação conflituosa entre pai e filho após a morte da esposa/mãe; chega a emocionar, gostei, vale a pena ver

– consegui dormir de 15:00h às 17:35h (horário europeu); acordei com a movimentação da tripulação oferecendo snacks: escolhi o sorvete, que estava muito bom (o sushi era a 2ª opção, nunca comi em voo e preferi não arriscar)

– emplaquei um 2º filme: “Anna Karenina“, com Jude Law e K. Knightley; um drama romântico passado na Rússia sobre a história triste de uma esposa adúltera; muito bem produzido, foi uma boa distração

– as 20:40h (horário europeu – faltando 01 hora e 45 minutos para o pouso) as luzes do avião foram acesas, apesar do sol lá fora; toalhinhas quentes foram entregues, indicando que nova refeição seria servida, o que foi feito às 21:15h; tudo muito bom e apetitoso, o chantilly colocado na hora em cima da torta de maçã foi um toque especial

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– faltando 35 minutos para o pouso, aconteceu algo que aguardava ansiosamente: a distribuição das tradicionais casinhas holandesas em porcelana azul Delft, contendo uma bebida típica (genebra); a KLM oferece este brinde aos passageiros da classe Executiva desde a década de 1950; espero que sejam as primeiras de uma grande coleção

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– logo em seguida, a minha calça foi devolvida e, impressionantemente, estava limpa; me explicaram que a estratégia de “guerra” e improviso é: vinho branco, água tônica e água

– o trem de pouso foi baixado às 18:20h (horário de Brasília – 04 horas a menos que Amsterdam) e o suave pouso na Cidade Maravilhosa foi feito as 18:28h; taxiamos pelas pistas do Galeão e encostamos no finger do Terminal 1 às 18:35h; o desembarque foi rápido e nossas malas apareceram às 18:55h, encerrando os serviços da KLM

prefiro não comentar o que é o Terminal 1 do Galeão, em especial, depois de visitar os aeroportos de Madrid e Istambul

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AVALIAÇÃO GERAL: o serviço pode ser considerado com justiça como exemplar em cada detalhe, em especial o toque humano, pois todos os Comissários são simpáticos e atenciosos; além disso, a qualidade das refeições é excelente; a aeronave não é nova e isto traz alguns fatos negativos: o conforto trazido pelas poltronas não é pleno e o sistema de vídeo precisa ser modernizado (de fato já está sendo, a empresa está modernizando o interior dos B777); em resumo, a KLM surpreendeu e é inexplicável porque ela só aparece em 32º lugar no ranking das melhores empresas, atrás, por exemplo de sua “irmã” Air France; confesso que nunca inclui a KLM nas minhas pesquisas quando quero viajar, mas certamente farei isso a partir de agora, lembrando que o Smiles/Gol tem parceria com ela

Selo azul

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  1. […] – de Amsterdam para Rio de Janeiro, no Boeing 777-200 – classe Executiva: confira AQUI […]

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