VOANDO COM A ANA (SGN/NRT)

– vamos em frente com a VOLTA AO MUNDO 2017, hora do 8º trecho da jornada, viajando da cidade vietnamita de Ho Chi Minh City para Tóquio/Narita no Japão, um voo com duração prevista de 06 horas, percorrendo 2.723 milhas (por volta de 4.380 quilômetros), com a ALL NIPPON AIRWAYS – ANA, a bordo de um Boeing 767-300

A COMPRA DA PASSAGEM

– no Programa Amigo da AVIANCA, a emissão de um bilhete-prêmio entre a regiões classificadas como “Ásia Sul” (que incluiu o Vietnã) e “Ásia Norte” (que inclui o Japão) “consome” 25.000 pontos para voar na Classe Econômica ou 40.000 para a Executiva e 50.000 para a 1ª Classe

– achei a diferença de pontos entre as classes muito pequena, por apenas 15.000 eu poderia ter uma viagem bem mais confortável, por isso, decidi “investir” e voar na classe Executiva (neste trecho, a ANA não oferece 1ª Classe)

A ALL NIPPON AIRWAYS – ANA

– esta foi minha experiência com ALL NIPPON AIRWAYS (ANA), nesta Volta ao Mundo, voei e avaliei a Ponte Aérea entre Tóquio/Haneda e Osaka a bordo de um Boeing 777-300 (confira como foi AQUI)

– fundada em 1952, originalmente operando somente helicópteros, a empresa tem uma história de fusões e reorganizações que levaram ao atual conglomerado formado por mais 04 companhias aéreas (AIR JAPAN, ANA WINGS, PEACH e VANILLA AIR)

– a ANA ficou com uma honrosa medalha de bronze no ranking Skytrax de 2017, ficando atrás apenas da QATAR AIRWAYS e da SINGAPORE AIRLINES, portanto, a expectativa era grande para voar e avaliar a classe Executiva oferecida pela companhia japonesa

– atualmente, a frota da ANA é grande (são mais de 215 aeronaves) e eclética: 14 aviões fabricados pela Airbus (modelos A320 e A321) e 203 pela Boeing (modelos B737, B767, B777 e B787); a companhia faz parte da aliança global STAR ALLIANCE desde 1999 (o2 anos após sua criação)

– a companhia japonesa utiliza o slogan “Inspiration of Japan” (traduzindo para o português: “Inspiração do Japão“), que está pintado na maoiria das suas aeronaves

O AEROPORTO DE HO CHI MINH

– na minha rápida passagem pelo (lindo) Vietnã, fiquei hospedado em um hotel situado quase em frente ao Aeroporto de Ho Chi Minh City (sigla SGN, que está associada ao antigo nome da cidade – Saigon); no último andar do prédio tem um bar e piscina (rooftop) onde há uma vista privilegiada do terminal; fiquei lá por alguns minutos tomando uma 333 (uma marca de cerveja local) e registrando aviões da Vietnam Airlines, JetStar Pacific, VietjetAir (que me levou de HAN até SGN, confira a avaliação completa AQUI) e Tigerair em procedimentos de decolagem e pouso

– peguei o serviço gratuito de van que o hotel oferecia às 20:20h, o trajeto é curto, em menos de 03 minutos eu já estava na entrada do terminal internacional do Aeroporto Tan Son Nhat/SGN 

– a parte internacional de SGN tem uma estrutura mais moderna do que aquela que passei quando cheguei de Hanoi no dia anterior (área doméstica); nada é glamoroso, mas funcional, com boa iluminação e corredores amplos

–  a ANA tem seus balcões de atendimento na Seção K, que fica no extremo direito do saguão; há uma área identificada e dedicada para os passageiros da classe Executiva ou com status premium no Mileage Club (o programa de fidelidade da companhia japonesa) e na Star Alliance

– o atendimento foi ótimo e atencioso, mas demorou um pouco para que a funcionária conferisse o meu passaporte e os vistos necessários para saída do Vietnã e entrada no Japão (por mais que eu fosse ficar apenas algumas horas por lá, fazendo conexão); ela me entregou um voucher para permitir meu acesso à Sala VIP terceirizada que a ANA utiliza neste aeroporto; por fim, me informou que o Portão 16 seria utilizado para o embarque do meu voo

– para chegar à área de embarque, primeiro, os passageiros fazem o controle de passaporte para depois passar pelo controle de segurança; na imigração, enfrentei uma fila de 06 pessoas a minha frente, não demorou muito, mas perdi bastante tempo para passar pelo raio-x, um casal de senhores teve que abrir a bagagem, pois um canivete enorme estava dentro dele, a fila ficou travada até que a “arma branca” fosse descartada e a mala liberada

– quando eu estava a caminho da Sala VIP, o sistema de áudio do aeroporto foi utilizado para informar que o houve mudança de portão do voo NH 832: agora seria feito pelo Gate  17

A SALA VIP “ROSE LOUNGE”

– a Sala VIP Rose Lounge era longe do portão 17, além disso, a sinalização do aeroporto era falha e conflitante, demorei a achar; para completar, a entrada é pequena e quase escondida

– quando entrei, a primeira impressão foi ótima: os clientes entram no andar de cima e têm uma visão panorâmica do espaço no piso inferior, que é acessado por um elevador

– a decoração deste Lounge tem estilo mais clássico, com grandes luminárias com estrutura de madeira parecendo bambus; as poltronas tinha tecido bege claro e azul, todas novas e bem cuidadas; as janelas de vidro permitem boa visão para o pátio, várias aeronaves estavam taxiando, mas a pouca iluminação externa não permitiu boas fotos

– uma cadeira de massagem estava instalada no canto direito da Sala VIP, estava vazia, um convite para um relaxamento rápido: fiquei lá deitadão por 15 minutos

– na parte do buffet, muita variedade; uma grande geladeira oferece muitas opções de bebidas geladas, além de destilados em um balcão ao lado; comidas típicas da região, mini-sanduíches e snacks eram as alternativas para matar a fome

O EMBARQUE NO B767-300

– não esperei o anúncio de início de embarque, me antecipei e às 21:40h comecei a caminhada até o Portão 17  que, assim como a Sala VIP, fica em um piso inferior, é preciso descer uma escada rolante para acessar um salão dedicado ao meu voo, com cadeiras, banheiros e uma pequena loja de souvenires

– o embarque foi iniciado às 21:55h, um pouco depois de minha chegada, usei a prioridade de passageiros da Business Class para entrar logo na aeronave, tendo apenas 02 pessoas na minha frente

– a “máquina” escalada para este voo era o Boeing 767-300 de prefixo JA608A, fabricada em agosto de 2002 (quase 15 anos em serviço) e que sempre voou nas cores da companhia japonesa

– a configuração de cabine da classe Executiva deste Boeing era bem interessante e inédita para mim: 2 x 1 x 2 (um único assento na parte central é incomum, os 767s da LATAM que voam no Brasil, por exemplo, estão configurados na disposição 2 x 2 x 2); são 07 fileiras, totalizando 35 lugares nesta classe de serviço; neste voo 20 deles estavam ocupados

– os assentos (que são revestidos de tecido azul) eram de geração antiga e ultrapassada, me lembrou muito a cabine de uma viagem que fiz com a saudosa VARIG para Cancun a bordo de um clássico MD-11 em 2004

– os comandos de regulagem da poltrona estão instalados no braço esquerdo e do lado direito há um compartimento fino e comprido para que os passageiros guardem objetos

– meu assento era o 11D, na última fileira da Executiva, na parte do meio do avião, fiz questão de reservar este assento e, com isso, ter acesso livre ao corredor e uma visão geral da cabine durante o voo

– atrás de mim, na divisória para a classe Econômica (onde a configuração era 2 x 3 x 2), algumas revistas estavam disponíveis; uma cortina separa as 02 cabines

– em cima de cada assento tinha um cobertor e um travesseiro; na parte de trás da poltrona da frente, a ANA oferece um par de “pantufas”, o fone de ouvido (bem simples, com a logo marca da companhia) e uma “tentativa” de necessaire (era um saquinho de tecido azul bem básico contendo um par de meias, kit de pasta/escova de dentes, protetor auricular e lencinho)

– nesta aeronave, tomadas para carregar equipamentos eletrônicos não estão instaladas, o que hoje em dia é um ponto muito negativo; ainda bem que o meu carregador portátil estava carregado, não fiquei sem celular durante o voo

não foi oferecido welcome drink nem snacks antes da partida; somente uma garrafa de água foi distribuída aos passageiros, junto com o Menu (a ANA fez um único para os voos de ida e volta desta rota, as opções estão identificadas por abas, de acordo com o sentido do voo), onde opções de jantar de cozinha “japonesa” e “internacional” estavam destalhadas; um cartão para indicar a opção de refeição que seria servida mais próxima do pouso também foi entregue

O VOO PARA TÓQUIO/NARITA

– o pushback foi iniciado às 22:25h, ou seja, a ANA foi extremamente pontual, e as instruções de segurança começaram a ser demonstradas nos monitores coletivos (de baixa resolução) instalados no teto dos corredores do B767; o Comandante informou que a previsão de duração do voo era de 05 horas e 40 minutos

– decolamos às 22:31h, os 02 motores General Eletric aceleraram em potência maxima por 38 segundos até que o B767 começasse a ganhar altitude

– ainda durante o taxiamento, o sono bateu muito forte, dormi logo após a decolagem por cerca de 03 horas, mas não foi um sono dos melhores, a ultrapassada poltrona reclina pouco e a angulação do encosto dos pés é muito reduzida; para piorar, o travesseiro era muito fino, não servia para quase nada

– levantei às 01:20h para ir e conhecer o banheiro instalado na parte frontal do Boeing: de bom tamanho e com algumas amenidades disponíveis aos passageiros da Business Class: kit de pasta/escova de dente, refrescante bucal e lenços umedecidos

– era hora de testar o sistema de entretenimento; na verdade, se tornou um exercício de extrema paciência; de tecnologia muito antiga, a tela tem baixa resolução e não nem touch screen, todos os comandos precisam ser feitos no controle remoto que fica escondido dentro do braço direito da poltrona; o sistema era irritantemente lento, eu apertava um botão e somente alguns segundos depois a tela “obedecia”, chegava a ser desesperador

– em termos de conteúdo de vídeo, poucas opções, apesar de filmes disponíveis em várias línguas; achei um único filme com dublagem em português: “The Great Wall“, uma ficção científica que tem a Muralha da China como cenário principal 

– o mapa na tela do sistema de vídeo com as informações de voo tinha estilo “retrô”: nesta hora, estávamos a 11.277 metros (37.000 pés) de altitude, voando a uma velocidade de 837 km/h

– em termos de jogos, o clássico Tetris era a principal atração e a prova que eu estava voando em um avião com um sistema de entretenimento bem “velhinho”

– a aeromoça viu que eu estava acordado e perguntou se eu queria algo para comer ou beber, afinal, dormi na fase inicial do voo e perdi o serviço de bordo “principal”; aceitei uma lata de Coca Zero e potinhos de salgadinhos (não quis experimentar o champagne que a ANA oferecia: Lombardi Cuvée Brut Axiome)

– na revista Ana Sky Shop vi que 02 souvenires da ANA estavam disponíveis: uma miniatura do B767 (escala 1/500) e uma ventarola japonesa, ambos alusivos aos 40 anos da saga Star Wars ; chamei a Comissária e informei que queria comprar; ela foi muito atenciosa e, logo depois, voltou com os produtos e a máquina para passar o cartão de crédito; a nota triste é que eu simplesmente perdi estas 02 preciosidades durante o resto da viagem…que raiva!

– já estava claro lá fora, o sol já tinha aparecido, ou seja, uma boa oportunidade para registrar os motores da GE deste B767 em serviço a mais de 10 quilômetros de altitude

– eram 02:30h quando a cabine começou a ser preparada para o “segundoserviço de bordo; a minha vez chegou 15 minutos depois; a apresentação da bandeja era perfeita, com alguns detalhes diferenciados: a flor “desenhada” no iogurte e o corte das frutas; a quiche de pato estava deliciosa; os talheres eram de aço inox, com a logomarca da companhia japonesa; suco de laranja e café preto acompanharam este “banquete”; faltou um único detalhe para que esta refeição fosse perfeita: o croissant poderia ter sido servido quente

– o resto do voo foi muito tranquilo; o trem de pouso foi armado e travado às 04:07h (06:07h no horário japonês, a diferença de fuso horário entre o Vietnã e Japão é de +2 horas) e pousamos apenas 02 minutos depois, um pouso seguro, mas que usou muitos metros da pista da longa pista do Aeroporto de Narita; acompanhei o pouso pela janela do lado direito do Boeing

– menos de 10 minutos depois, já tínhamos encostados no terminal e as portas foram abertas logo depois, com prioridade para a saída dos ocupantes da classe Executiva

– a caminhada até a área de restituição de bagagem foi rápida, é preciso descer uma grande escada rolante, com um painel de “Welcome to JAPAN” recepcionando a todos; minha mala despachada não demorou a chegar na esteira B6 de Narita

AVALIAÇÃO GERAL: na teoria, é uma boa relação custo-benefício gastar 40.000 pontos do Programa Amigo para um voo de quase 06 horas em classe Executiva, foi uma decisão acertada “investir” 15.000 pontos mais para não viajar na Econômica; a Sala VIP que a ANA utiliza em Ho Chi Minh me agradou bastante, oferece conforto aos convidados, sem exageros ou extravagâncias; eu sou um fã do Boeing 767, mas nesta viagem foi uma decepção, por conta da cabine ultrapassada que a companhia japonesa ainda não modernizou; a poltrona não reclina quase nada, o meu sono foi muito ruim nesta aeronave, que nem tem tomada para carregar equipamentos eletrônicos; acho que minha viagem teria sido outra caso este voo fosse operado por um Boeing 787, mais novo e com mais tecnologia embarcada; a tripulação teve uma atitude exemplar durante todo o voo, com profissionalismo em alto nível; infelizmente, perdi o prato principal, que foi servido enquanto dormia, mas a outra refeição que saboriei estava excelente; mas 02 pontos negativos precisam ser registrados: a falta de um welcome drink (champagne) e o croissant servido frio; eu pensava que seria inesquecível o meu 1º contato com a Business da 3ª melhor companhia do mundo, mas não foi; no geral, foi uma experiência muito boa, mas abaixo das minhas expectativas

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