VOANDO COM A JAL (ITM/HND)

– hora do 4º trecho da Volta ao Mundo 2017, experimentando pela 1ª vez os serviços da JAPAN AIRLINES – JAL, na “ponte aérea” do Japão, voltando de Osaka para Tóquio, um voo curto, de menos de 01 hora de duração; o voo de ida foi feito com a arquirrival ALL NIPPON AIRWAYS – ANA, a bordo do Boeing 777-300 (confira a avaliação completa AQUI)

A JAPAN AIRLINES – JAL

– esta companhia aérea japonesa foi fundada em 1951 como uma empresa estatal; foi totalmente privatizada em 1987 e em 2007, se associou à aliança global ONE WORLD (a mesma da LATAM); no início de 2010, passando por grave crise financeira que levou a grandes cortes de empregados e rotas, pediu proteção judicial, mas em março de 2011 conseguiu sair deste processo

 – a companhia é a principal concorrente da ANA e tem uma frota superior a 150 aeronaves, todas elas fabricadas pela americana Boeing: B737 (50 unidades), B767 (37 unidades), B777 (39 unidades) e B787 (33 unidades)

– a JAL ficou em 16º lugar no ranking de companhias aéreas no prêmio Skytrax 2017 (a companhia  melhorou em comparação a 2016 “subindo” 05 posições)

– além disso, a JAL explora serviços regionais, com aeronaves de menor porte (fabricadas pela Embraer, Bombardier e SAAB), por meio das subsidiárias J-AIR, JAL EXPRESS e JAPAN AIR COMMUTER

A COMPRA DA PASSAGEM

– comprei a passagem na 2ª quinzena de março/17, ou seja, com 03 meses de antecedência; o processo de compra pelo site da JAL na Internet (que tem versão em inglês!) não é nada simples, a navegação é muito pouco intuitiva

– a JAL opera voos de Osaka para Tóquio basicamente de hora em hora, a maioria operado por aeronaves de grande porte; o voo JAL130, com horário de partida 18:30h estava com preço de cerca de 8.890 ienes, algo em torno de R$ 250,00 e seria operado por um Boeing 767-300: ótima opção

– depois da seleção do voo, o site da JAL exibe um resumo da viagem

– durante o processo de compra, é possível fazer a reserva prévia do assento, a JAL mostra de forma clara a configuração da cabine do Boeing 767

– recebi um e-mail bem simples algumas horas depois da finalização da compra com os dados do voo e um número de confirmação de apenas 04 dígitos; tive muita dificuldade para navegar pelo site da JAL e conseguir transformar este código em um comprovante que parecia ser uma reserva: mais uma vez, pouco intuitivo

O CHECK-IN PELA INTERNET

– ao tentar fazer o check-in na noite anterior no meu hotel em Tóquio, acabei descobrindo que a JAL inovou no seu processo de venda de passagens: aquele “papel” que consegui com dificuldades 03 meses antes funcionava como cartão de embarque

– nada mais era necessário fazer, somente ter em mãos este comprovante impresso, onde um código QR serviria como identificação para que eu embarquesse tranquilamente no voo JAL130

O AEROPORTO DE OSAKA – ITAMI

– a cidade de Osaka tem 02 Aeroportos: ITAMI/ITM e KANSAI/KIX

– como cheguei por Itami, preferi voltar para Tóquio partindo dele também, por mais que fosse grande a curiosidade de conhecer Kansai, um aeroporto com duas pistas enormes (06R com 3.500 metros e a 06L com 4.000 metros) e construído na água, uma verdadeira maravilha da engenharia 

Itami tem 02 pistas paralelas: a 14R tem 3.000 metros de cumprimento (utilizada pelas aeronaves maiores) e a 14L tem 2.100 metros (onde os aviões menores operam)

– uns probleminhas no trabalho me proporcionaram uma noite mal dormida, não tive gás para fazer muita coisa em Osaka, depois de passear pelo centro da cidade, preferi chegar bem cedo de volta ao aeroporto e relaxar um pouco na Sala VIP da JAL

– ir do centro para o aeroporto é muito fácil e barato: uma combinação de trem urbano + monorail, com custo de 220 + 200 ienes (total de R$ 12,00) e cerca de 40 minutos de trajeto; cheguei lá por volta de 15:00h

– um viaduto permite o acesso da estação do monorail ao terminal de passageiros, com uma ampla visão do prédio; as operações da JAL estão concentradas no Terminal Norte, enquanto que a ANA utilizar o Terminal Sul, o que é sinalizado por placas e adesivos no chão

– o Aeroporto não é grande, a estrutura é bem menor e mais modesta do que o terminal de destino do meu voo (Tóquio/Haneda), mas há uma sensação de que tudo funciona bem

– como sempre, a lógica do processo de check-in é o auto-atendimento dos passageiros, em especial, para os aqueles sem bagabem de mão e que compraram o mesmo tipo de tarifa que eu; já para as pessoas que vão despachar malas, o atendimento da JAL é “a moda antiga“, com um funcionário da companhia no balcão etiquetando malas e as colocando na esteira; me chamou a atenção que um controle de raio-x é executado antes do atendimento no balcão 

– no caminho para os controles de segurança, passei por uma colorida loja de brinquedos – TOYMERRY; resolvi entrar e foi uma ótima ideia, pois muitas miniaturas de aviões estavam a venda lá dentro; os preços, no geral, eram salgados, mas depois de garimpar, achei 02 a preços razoáveis (cerca de R$ 150,00): ATR-42/600 da Japan Airlines Commuter (o 1º a fazer parte da minha coleção) e Boeing 787 da Air Canada (pintura antiga)

– passar pelos controles foi rápido, apenas uma pessoa na minha frente no aparelho de raio-x, a agente de segurança me pediu o tal comprovante, passou o tal código numa máquina e imprimiu um “recibo

A SALA VIP DA JAL

– a entrada da Sala VIP da JAL em Osaka fica logo a esquerda dos controles do aeroporto

– apresentei na recepção da Lounge o meu novo “recibo” e tive problemas para comprovar que meu status na ONE WORLD era EMERALD, em função do cartão Black da LATAM; foram 10 minutos tentando explicar para a atendente, que não entendia nada do que eu falava em inglês; a comunicação foi bem difícil; no final, descobri a causa da confusão: quando estava comprando a passagem, informei aquele número antigo do cartão Fidelidade, mas o cartão virtual disponível no aplicativo de celular da LATAM traz o número do meu CPF; uma vez que a funcionária finalmente entendeu, tudo OK para a minha entrada 

– esta Sala VIP era relativamente pequena, eram apenas 03 ambientes e com um pequeno banheiro; a estrutura tinha um perfil mais “tradicional”, com carpte escuro no chão e com os móveis em estilo clássico 

– uma bela vista para o pátio de manobras logo chamou a minha atenção, oportunidade para tirar fotos das aeronaves que passam por Osaka, que neste dia, tinha um bonito final de tarde com sol

– as máquinas da ANA e JAL (e de suas companhias regionais – ANA WINGS, EBX e J-AIR) predominam completamente as operações deste terminal

– chegou a hora de matar a fome no buffet oferecido pela JAL em sua Sala VIP: sem sofisticação e sem grande variedade, a principal atração era um bolinho de curry com carne, simplesmente delicioso; além disso, para comer, sopas tradicionais da culinária japonesa, bolinhos de arroz e um biscoitinho salgado; para beber: refrigerantes, sucos e 03 tipos de cerveja (vinho e champagne não eram oferecidos), além de uma máquina de café

O EMBARQUE NO BOEING 767-300

– antes mesmo de ser anunciado o início do embarque lá na Sala VIP, parti logo para o Portão 18, foram cerca de 05 minutos de caminhada 

– o saguão de embarque o aeroporto Itami tem uma estrutura simples, muito bem sinalizado; como é comum no Japão, a adminstração instalou uma “smoking room“, onde os dependentes de fumo podem saciar seu vício em um ambiente isolado; no meio do caminho, reparei em uma enorme maquete do avião que vai brigar com os E-Jets fabricados pela nossa Embraer e que está sendo desenvolvido pela japonesa Mitsubishi – MRJ: a JAL será o cliente-lançador deste modelo de aeronave

– de frente para as grandes janelas de vidro, estão instaladas algumas TV’s de grande dimensão, de frente para um conjunto de cadeiras, vários passageiros estavam lá, assistindo calmamente 

– o voo JL130 tinha horário de partida marcado para 18:30h e uma enorme placa informava que o embarque seria iniciado somente às 18:15h, ou seja, as centenas de passageiros teriam que embarcar e se acomadar em apenas 15 minutos!!! a partir de 18:10h, algumas pessoas já se posicionavam em frente ao Portão 18

– as 18:15h em ponto foi anunciado e autorizado o embarque no Boeing 767-300 escalado para este voo: de prefixo JA601J, uma máquina entregue em maio de 2002, que sempre voou com a JAL; quando eu estava na Sala VIP, acompanhei o pouso deste avião ao chegar em Osaka 

– a JAL configurou este Boeing para carregar até 252 passageiros, em 03 classes de serviço: 05 na Primeira Classe, 42 na Business Class e 205 na classe Econômica

– o interior deste B767 me agradou muito, achei bem bonito, as poltronas eram de couro preto, com o encosto de cabeça na cor roxa, assim como os cintos de segurança; a configuração de cabine tradicional para este modelo: 2 x 3 x 2; no geral, a aeronave estava muito bem conservada pela JAL, “escondendo” um pouco que ela tinha mais de 15 anos de uso

– minha poltrona era a 46A (reservada desde a compra da passagem), uma janela do lado esquerdo, na parte traseira da aeronave; o espaço para as pernas era bastante razoável, bem adequado para um voo de curta duração

– o sistema de vídeo era coletivo, as pequenas telas com baixa resolução instaladas no teto do corredor da classe Econômica indicavam que era um avião mais antigo; na parede que divide as cabines do B767 uma tela maior estava instalada; o fone de ouvido era bem básico e estava em cima de cada poltrona; o controle remoto está instalado na parte de cima no braço da cadeira 

O VOO PARA TÓQUIO

– as obrigatórias instruções de segurança são exibidas nas telas do sistema de vídeo, com áudio em japonêslegendas em inglês 

– o pushback foi iniciado às 18:35h, um pequeno atraso de 05 minutos, mas considerando que o voo estava lotado, mais uma vez os japoneses me surpreenderam pela capacidade de acomodar tanta gente em tão pouco tempo; um funcionário acompanha a manobra ao lado do avião 

– pegamos uma pequena fila de aeronaves na cabeceira da pista 14R e decolamos às 18:50h: os 02 motores GE tiveram que fazer muita força para tirar o B767 do chão, depois de uma aceleração de 41 segundos

– eram 19:15h quando a básico serviço de bordo foi oferecido: assim como no voo da ANA, apenas bebidas estavam disponíveis e pedi café preto para enfrentar o cansaço, servido em um copo de papelão com a logomarca da JAL

– o grupo de japoneses atrás de mim parecia um encontro de operadores da Bolsa de Valores de Nova York: uma conversa muito animada e gritaria durante o voo inteiro, sem parar um único segundo

– pedi licença à senhora sentada ao meu lado e fui lá na parte traseira do Boeing conferir um dos dois banheiros instalados; de tamanho apenas razoável, limpo e sem nenhuma amenidade oferecida aos passageiros; na volta, aproveitando que estava vazia, registrei a estrutura da “cozinha” do avião (reparem na limpeza e organização)

– estava distraído anotando alguns detalhes deste voo no celular e levei um susto quando olhei pela janela: o sol se despedia mais um dia de forma simplesmente maravilhosa e proporcionava uma prazerosa paisagem

– o resto do voo foi muito tranquilo, cheguei a cochilar um pouco, a aproximação para nossa chegada a Haneda foi bem calma, eram 19:41h quando tocamos a pista do aeroporto e 07 minutos depois encostamos no finger, encerrando com sucesso mais um voo doméstico da Japan Airlines  

AVALIAÇÃO GERAL: o processo de compra da passagem é muito complicado, para algo que poderia ser tão simples; se a Japan Airlines tivesse uma preocupação maior com a clareza de comunicação das suas inovações, poderia proporcionar uma melhor percepção para um passageiro que voaria com ela pela 1ª vez; o preço do ticket foi apenas “honesto”; minha passagem pela Sala VIP foi ótima, apesar de pequena, não ficou lotada e o buffet, apesar de pouca variedade, é muito gostoso; a “máquina” que fez o voo era antiga, mas este B767 da JAL proporciona um conforto razoável aos passageiros, faltando somente um sistema de vídeo individual para ser excelente; o serviço de bordo foi extremamente básico, assim como no voo da ANA, tudo indica ser o padrão  do mercado aéreo japonês; a tripulação teve atitude discreta e correta durante todo o voo, como são muitos passageiros a bordo, o contato com cada um acaba sendo muito rápido; no geral, foi mais uma experiência muito boa com uma das grandes companhias aéreas do Japão

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