VOANDO COM A EMIRATES (GIG/EZE)

– vamos voar e avaliar a melhor companhia aérea do mundo no ano de 2016, de acordo com o prêmio Skytrax, deixando a Qatar Airways em 2º lugar e a Singapore Airlines no 3º posto

– esta viagem não estava na minha programação de 2017, entretanto, “descobri” que tinha 30.000 milhas do Programa Smiles vencendo em agosto/17; considero pecado mortal deixá-las expirar, portanto, comecei a pesquisar a melhor forma de gastar

A COMPRA DA PASSAGEM

– considerando que não tenho muito tempo disponível para uma viagem inesperada (a VOLTA AO MUNDO 2017 está chegando!!) a melhor relação custo-benefício que encontrei foi voar com a EMIRATES do Rio de Janeiro/GIG para Buenos Aires/EZE, um autêntico “bate-e-volta”, experimentando 02 classes de serviço do Boeing 777-300ER que opera as rotas DUBAI – RIO DE JANEIRO – BUENOS AIRES, onde a companhia dos Emirados Árabes exerce o direito ao chamado Fifth Freedom (passageiros podem (des)embarcar na cidade intermediária)

– voei uma única vez com a EMIRATES: a caminho das Olimpíadas de 2008, voos de Guarulhos para Dubai e depois Pequim, a bordo do B777 e do A340, muito antes de pensar em criar o Voando e Avaliando

– a EMIRATES virou notícia recentemente, pois desde 26.03.2017, o gigantesco e fantástico A380 opera o voo diário de Dubai para Guarulhos/GRU; V&A acompanhou a chegada do 1º voo, confira como foi AQUI

– no Programa Smiles, a passagem em classe Econômica é oferecida a 15.000 milhas e a classe Executiva a 40.000 milhas; a minha opção para o voo de ida (GIG-EZE) foi recorrer à opção Smiles&Money e “torrar” 24.000 milhas e completar com R$ 518,00 (com a curiosa vantagem de não pagar a taxa de embarque de mais de R$ 100,00); o trecho é muito curto, são menos de 03 horas de voo, a viagem em classe Executiva pode não ser um diferencial tão grande, mas achei uma ótima oportunidade para conferir pela 1ª vez a conceituada Business Class da EMIRATES

– com o código do bilhete fornecido pelo Smiles, foi possível fazer reserva de assento diretamente no site da EMIRATES, de forma gratuita; a configuração da Executiva do B777 da companhia do Golfo Pérsico é semelhante à utilizada pela LATAM em seus aviões de mesmo modelo: 2 x 3 x 2, ou seja, dos 42 assentos, somente 24 permitem que o passageiro tenha acesso direto ao corredor; além disso, há a tenebrosa poltrona do meio na parte central da aeronave; em resumo, não é uma boa estrutura; escolhi o assento 11D, um corredor, na última fileira da cabine

O CHECK-IN NO GALEÃO

– não quis fazer o check-in pela Internet para testar o atendimento da EMIRATES no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/GIG; com voo marcado para 16:15h, me programei para chegar por volta de 13:00h, pois queria estar na área de embarque na hora em que o B777 chegasse de Dubai, para tirar fotos dele

– fui de carro para o aeroporto: a 1ª diária do estacionamento no GIG custa R$ 70,00 e o preço vai diminuindo para as permanências de longa duração (por exemplo: se o passageiro deixar 10 dias o carro por lá paga R$ 190,00 ou 30 dias/R$ 300,00); na área do Terminal 2, há muitas vagas disponíveis depois da reforma e expansão concluídas em janeiro de 2016

– cheguei às 13:20h na Asa G do aeroporto, onde estão os balcões de check-in da EMIRATES (são 05 no total, 03 dedicados para a Econômica, 01 para Business e Gold/Silver no Programa Skywards e 01 para Fisrt Class e Platinum – a companhia não disponibiliza totem de auto-atendimento), que ainda estavam fechados; cerca de 10 passageiros faziam uma pequena fila; os funcionários começaram a chegar perto de 13:30h e logo depois começaram o atendimento

– eu era o único passageiro da classe Executiva naquele momento; o funcionário Eder me atendeu, de forma rápida e atenciosa, me entregando os boarding pass dos 02 voos, informando que o portão C53 seria utilizado para embarque do voo EK247

– a área de controle de segurança do GIG fica bem perto da Asa G; passar pelos aparelhos de raio-x foi fácil, não peguei fila; no controle da Polícia Federal também não havia fila, mas o meu passaporte não passou na catraca eletrônica, perdi alguns minutos, pois tive que ir até uma das cabines que fazem o controle dos estrangeiros

– no caminho até os portões de embarque, os passageiros são obrigados a passar por uma gigantesca loja de Free Shop e depois por uma pequena praça de alimentação; depois, é preciso subir uma escada rolante e passar por mais uma loja de Free Shop; os portões “B” ficam logo a direita (trata-se da antiga área internacional do Terminal 2 do GIG) e a esquerda tem um looooooongo corredor com esteiras rolantes que levam à área dos portões “C”; no total, o trajeto do check-in até o portão C53 levou um pouco mais de 20 minutos (a administração do aeroporto oferece um carrinho elétrico para pessoas com dificuldade de locomoção, somente entre 06h-10h e 18h-22h)

– aproveitei o dia céu claro e os vidros limpos do saguão para tirar fotos de alguns aviões no pátio do GIG: B747-8 da alemã LufthansaA330 da portuguesa TAP (que carrega o apelido “Pedro Alvares Cabral”), B737-800 da GOL,  B777-300ER da angolana TAAG, além do B777-300ER da EMIRATES que me levaria a Buenos Aires

A SALA VIP DA GOL

– estive em dezembro de 2016 no VIP Lounge que a GOL inaugurou no Galeão naquele mesmo mês e gostei muito do que vi por lá (confira todos os detalhes AQUI), era uma boa oportunidade para avalair como está o serviço 05 meses depois

– a caminhada do portão C53 até a Sala VIP foi curta, cheguei lá às 14:50h; o atendimento na recepção foi extremamente protocolar, sem “carinho” algum, a atendente parecia um robô, não devia estar em um bom dia…

– nesta tarde de sábado, quando eu cheguei, o espaço estava relativamente cheio, mas 05 minutos depois foi anunciado o embarque do voo da AIR FRANCE para Paris e a sala esvaziou

– as grandes e ainda limpas janelas do lounge são um convite para mais alguns registros do pátio do GIG, mas, neste dia, poucos aviões estavam por lá

O EMBARQUE NO B777-300ER

– eram 15:30h quando decidi ir logo para a área de embarque, antes mesmo do anúncio que seria feito pela rececpcionista “robô” pelo sistema de áudio da Sala VIP; a caminhada até o portão C53 durou menos de 10 minutos, esteiras rolantes ajudam no deslocamento; no meio do caminho, há uma área com poltronas mais confortáveis e também espreguiçadeiras viradas para as grandes janelas, com ampla visão para o pátio de manobras das aeronaves

– o embarque em um dos 140 B777s (isto mesmo, este é o tamanho da frota!) que a EMIRATES opera atualmente foi iniciado às 15:40h; os funcionários organizam 02 filas: uma para as prioridades e outra para os demais passageiros; os ocupantes da 1ª Classe e classe Executiva entram de forma dedicada pela porta mais frontal da aeronave 

– a “máquina” escalada para este voo tinha o prefixo A6-ECX, entregue à EMIRATES em 25.11.2009 (que linda data! dia que fiz 35 anos…) e está muitíssimo bem conservado; lembrando: a classe Executiva pode acomodar até 42 “sortudos” (neste dia, somente 20 ocupavam) em 06 fileiras com 07 poltronas; na Econômica são até 304 passageiros e mais 08 na Primeira Classea configuração de cabine é 2 x 3 x 2, que é um ponto negativo: enquanto outras cabines de companhias “de luxo” permitem que todos os passageiros da Business Class tenham acesso direto ao corredor, isto não acontece com este Boeing da EMIRATES, na verdade, apenas 12 pessoas têm o “benefício”

– lembrando também: a minha poltrona era a 11D, um corredor na parte central, lado esquerdo da aeronave; eu era o único ocupante do conjunto de 03 lugares, portanto, ninguém ao meu lado; em cima de cada assento, um travesseiro (de bom tamanho) e o fone de ouvido para o sistema de vídeo (os cobertores são fornecidos mediante pedido dos passageiros)

– enquanto arrumava minhas coisas, a comissária Ines, uma portuguesa super simpática, educada e atenciosa, se apresentou e ofereceu o tradicional welcome drink: champagne de 1ª qualidade (Veuve Cliquot), simplesmente uma delícia, servido na temperatura ideal

– na poltrona, na coluna central, abaixo do controle remoto, estão instaladas 02 portas USB e uma tomada universal, é possível carregar vários equiapmentos eletrônicos ao mesmo tempo; a localização poderia ser melhor, mas não chega a ser tão ruim como nos B767 da LATAM; entre as poltronas, há uma divisória que pode ser levantada, para aumentar a privacidade 

– as flores na parede que divide as seções das cabines trazem mais um toque especial da EMIRATES para o interior da aeronave

– neste trecho “curto”, não foram distribuídas as tradicionais necessaires, infelizmente…eu já sabia disso, mas fiquei na esperança de neste voo acontecer diferente…

– antes da partida, o Comandante do voo EK247 se apresentou falando de forma calma e clara em inglês, avisando que teríamos 02 horas e 45 minutos de voo até a capital argentina e desejando um ótimo voo a todos

O VOO PARA BUENOS AIRES

– o pushback foi iniciado às 16:07h, ou seja, partida pontual, 08 minutos adiantados; os anúncios tradicionais que antecedem o voo foram feitos por vários comisários: primeiro em árabe, seguido de inglês, português e espanhol

– as instruções de segurança são apresentadas aos passageiros no sistema de vídeo (que é individual para todos os passageiros, inclusive na Econômica)

– o B777 alinhou na cabeceira da pista 15 do Galeão (que tem 3.180 metros de extensão) às 16:19h, logo em seguida, foi inicada a aceleração em potência máxima dos 02 motores General Electric, foram 35 segundos para começarmos a ganhar altitude 

– logo depois que o sinal de apertar cintos foi apagado, Inês chegou para anotar o meu pedido para o jantar, me entregando o menu de refeição e a carta de vinhos; a varidade de opções é a 1ª coisa que chama a atenção: para comer, opções de frango, atum e cordeiro e 04 opções de sobremesa; para beber, 05 tipos de sucos, refrigerantes, 03 marcas de cerveja, opções de cocktails com álcool e destilados (vodka, whisky, conhaque, gim e rum)

– em seguida, levantei e fui conhecer o banheiro localizado à frente da seção de cabine onde eu estava: era pequeno, mas não chegava a ser apertado; estão disponíveis ao lado da pia body lotion, kit de barbear e kit dental de boa qualidade; para enxugar as mãos, além de toalha de papel, toalhas de pano (marrom) também podem ser usadas

– o assento da Executiva reclina 180 graus (com alguma inclinação), virando uma confortável cama; para controlar, o comando tem apenas 03 botões e está instalado na ponta do braço da poltrona 

– antes do jantar ser servido, foram ofericidos snacks quentes, que estavam deliciosos; para acompanhar, continuei no excelente champagne, junto com água

– outro detalhe do luxo oferecido pela EMIRATES é o sistema de cortina das janelas na cabine Executiva: um sistema eletrônico faz subir e descer uma charmosa cortininha sanfonada 

– a EMIRATES oferece conexão wi-fi a bordo para todos os passageiros: são 10Mb de franquia grátis, mas também é possível comprar 500mb por apenas 01 dólar; é muito fácil estabelecer a conexão e usar a franquia gratuita e também é simples comprar a capacidade adicional, basta fornecer os dados do cartão de crédito

– o sistema de entretenimento é simplesmente excelente, em todos os sentidos: (i) o tamanho da tela (que tem a borda em madeira imponente) impressiona, (ii) a resolução da tela, (iii) a quantidade de conteúdo disponível, inclusive em português (não resisti e revi o último filma da saga Star Wars – Rogue One) e (iv) a qualidade do fone de ouvido distribuído, que realmente isola os sons exteriores; é possível também acompanhar o andamento do voo, com informações atualizadas sobre velocidade, altitude e localização 

– finalmente, por volta de 17:30h, chegou a hora do jantar; eu optei pelo frango com coco, uma escolha sempre segura para mim, que estava acompanhado de arroz de jasmim e couve salteada com abóbora; a entrada era um frango com açafrão com salada de couscous e berinjela; tudo estava com ótimo sabor e apetitoso, uma excelente refeição; de sobremesa, pedi a seleção de queijos, todos frescos, com café preto para acompanhar; como toque final, uma caixinha com 02 bombons Godiva; não preciso nem dizer: o champagne foi renovado o tempo inteiro 

– no bolsão da poltrona à frente, uma pastinha de plástico traz: cartão com intruções de segurança, catálogo de venda a bordo (também disponível no sistema de vídeo), guia da tela de entretenimento, entre outros; me interessei pelo Duty Free: quis comprar um conjunto de miniaturas do aeroporto de Dubai, para levar para minha filha de 04 anos, que já gosta de aviões como o pai…

– o voo já estava se aproximando do fim, com a noite começando a cair; ainda com sol lá fora, tirei fotos do motor direito do Boeing e da cabine 

– o por do sol a bordo foi maravilhoso, uma mistura de várias cores no horizonte tornava a visão pelas janelas do lado direito do Boeing simplesmente deslumbrante 

– alguns minutos depois, de noite e durante o procedimento para pouso em Buenos Aires, repeti o roteiro de fotos (cabine + motor direitotiradas alguns minutos antes

– o procedimento de descida foi feito sem problemas, o trem de pouso foi armado e travado às 18:56h e tocamos o solo argentino às 19:01h, um pouso extremamente suave; encostamos no Portão 03 de EZE 06 minutos depois, encerrando mais uma longa jornada de um B777 da EMIRATES, cumprindo missão de Dubai para o Rio de Janeiro e finalmente Buenos Aires

AVALIAÇÃO GERAL: as minhas milhas estavam vencendo, portanto, a avaliação da opção de 24.000 milhas + R$ 518,00 acaba ficando um pouco “viciada”, mas foi uma relação custo-benefício muito boa; o B777-300ER é uma senhora máquina e o estado de conservação que a EMIRATES oferece é algo que chama a atenção, o interior da aeronave estava perfeito; a tripulação foi exemplar, em todos os aspectos, desde a clareza dos anúncios do sistema de áudio até o atendimento que a Comissária Inês me proprocionou; o jantar estava muito bom, ainda mais considerando que o voo era de curta duração; no geral, a minha altíssima expectativa de voar e avaliar a melhor companhia aérea de 2016 foi correspondida com sobras: foi uma excelente experiência com a EMIRATES

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