VOANDO COM A LATAM (EZE-GIG)

– esta é a última etapa da viagem de “bate-volta” que fiz em dezembro de 2016 com a LATAM, do Brasil para o Peru, via Argentina, com o objetivo de acumular pontos no Programa Fidelidade e com isso manter o meu status Black para o ano de 2017; a avaliação do voo de ida (Rio-Buenos Aires-Lima), feito no dia anterior, já foi publicada (confira AQUI) e lá eu compartilho todos os detalhes do Aeroporto Ezeiza e da Sala VIP que a LATAM tem neste Terminal

– lembrando:

(i) comprei a passagem no final de novembro de 2016, com apenas 20 dias de antecedência, pagando cerca de US$ 1100,00, um valor alto, mas com bom custo-benefício pensando na manutenção dos benefícios e facilidades (em especial, o direito de upgrade grátis em voos da LATAM) que o cartão Black me proporciona; além disso

(ii) tive problemas no processo de compra do bilhete, pois há uma “pegadinha” na hora de escolher a classe de serviço

A SALA VIP DA LATAM – EZE

– a única diferença significativa da experiência na Sala VIP da LATAM foi o fato de eu não precisar “pedir emprestado” o chuveiro da VIP Lounge da American Airlines para tomar banho, como aconteceu quando estive lá no dia anterior na jornada até Lima: a LATAM consertou o dela e eu pude usar sem problemas; mas eu resgato os principais destaques deste espaço nesta avaliação de agora

– este Lounge não é grande, mas tem muitos lugares e vários ambientes com móveis novos (mesas baixas perto do buffet, vários tipos de poltronas com revestimento em couro, pequeno business center com computadores e telefone e uma pequena área com TV); na parte mais ao fundo há uma mesa grande para até 10 pessoas dedicada para quem quer trabalhar e carregar seus equipamentos eletrônicos, o sistema de wi-fi é gratuito, mas a conexão a Internet era lenta (mas funcionava)

– o buffet é bem variado, com opções de salada, quiche, pães, frios (peito de peru, rosbife e queijos), salada de frutas e doces, tudo fresco e com sabor; além disso, eram muitas opções de bebida: 04 tipos de sucos, refrigerantes, água, 03 tipos de vinho de boa qualidade (com destaque para o argentino RUTINI, que gosto muito) e vários destilados (vodka, Martini, whisky, etc.)

– para completar, esta Sala VIP de Buenos Aires oferece: café Nespresso (com 04 opções de cápsulas), uma geladeira com algumas opções do tradicional sorvete argentino Freddo e uma geladeira com vários tipos de cerveja

– o banheiro que tem chuveiro não é grande, mas tem tudo que o passageiro precisa; na pia, um kit de amenidades: kit de escova + pasta de dente, kit de barbear, lustra sapatos, shampoo e condicionador; o vaso estava higienizado e o conjunto de toalhas estava embalada indicando que estavam limpas; o chuveiro era potente e refrecante; tomei um banho muito bom e revigorante

O EMBARQUE NO A320

– o anúncio para embarque foi feito às 22:45h (exatos 40 minutos antes do voo PZ 735, marcado para 23:25h) pelo sistema de áudio da Sala VIP e seria feito por meio do Portão 6, localizado na parte antiga de EZE (a comparação é T3 com T2 de GRU); passei na enorme loja de Free Shop para as últimas compras (se eu chego sem algum presente para a herdeira de 04 anos, tenho problemas em casa!), cheguei no portão de embarque às 23:00h, já não havia mais fila de passageiros para entrar no avião

– a aeronave escalada para este voo era o Airbus A320, de prefixo PR-MBE, em serviço há mais de 10 anos, foi entregue à TAM em agosto de 2006

– quando entrei nele, a surpresa: nada daquelas 12 poltronas grandes e antigas de classe (semi)Executiva, esta aeronave já trazia o novo interior que a LATAM chama de classe Premium Economy, anunciada em julho de 2015 para ser adotada nas rotas dentro da América do Sul, como parte do programa de padronização da fusão entre LAN e TAM; a configuração é a tradicional 3 x 3 (três de cada lado), mas a poltrona do meio das 03 primeiras fileiras não é destinada a passageiros, uma pequena mesa fica instalada nela; uma cortina de pano separa esta área da classe Econômica; esta nova classe da LATAM me lembrou muito o esquema que as companhias europeias “tradicionais” adotam nos voos dentro da Comunidade Européia e vendem como Business (já voei com a British, Alitalia e Vueling); o espaço para pernas é um pouco maior do que o normal, é possível cruzar as pernas com tranquilidade e a poltrona, que tem revestimento de couroreclina mais do que o normal; um travesseiro (muito pequeno) e uma manta fina estavam embalados por um plástico e disponíveis em cima da poltrona de cada passageiro

– como fui o último a entrar no avião, tive um pouco de dificuldade para colocar minha mochila, não havia espaço nos bagageiros, mas a Comissária ajudou, fez um arranjo e conseguiu encaixar; não há um sistema de vídeo (individual ou coletivo) nesta aeronave, apesar de um fone de ouvido estar disponível na “redinha” da poltrona da frente; não houve distribuição de necessaire aos passageiros da classe Premium, nem mesmo aquela mais básica; uma tomada universal está instalada na estrutura inferior da poltrona da frente, sendo possível carregar equipamentos eletrônicos durante o voo

O VOO PARA O RIO/GIG

– quando eram 23:20h, o Comandante informou pelo sistema de áudio que o tempo de voo até o GIG seria de 02 horas e 40 minutos, teríamos tempo nublado na rota o que deveria provocar uma leve turbulência e temperatura de 24 graus no Rio de Janeiro

– o pushback foi feito às 23:25h; a tripulação demonstrou as instruções de segurança de forma manual, em espanhol (este voo é operado pela LATAM PARAGUAI) e inglês; decolamos às 23:35h, com uma aceleração de 31 segundos até que o A320 começasse a ganhar altura, fazendo uma curva a direita e depois a esquerda, sobrevoando os arredores iluminados de Buenos Aires 

– o serviço de bordo foi iniciado às 00:15h; as opções eram “carne ou massa“, esta foi a forma de apresentação dos pratos aos passageiros, sem maiores detalhes, a Comissária não se preocupou em “vender” cada uma das alternativas aos passageiros; escolhi a massa, que era um ravioli de peito de peru, com molho branco, que estava saboroso; o jantar foi servido em uma bandeja onde também tinha um pote de salada (fresca e com sabor) e a sobremesa (torta de maçã, que estava apenas razoável), além de um chocolate Alpino ; os talheres eram de aço inox com a logomarca da TAM; não quis beber nada alcoólico, pedi refrigerante, que foi servido em um copo de vidro 

– as bandejas foram recolhidas pelas Comissárias às 00:50h; o voo estava bem tranquilo, os passageiros conversavam (muitos casais a bordo), apesar do horário avançado

– quando eram 01:55h o Capitão informou que pousaríamos às 03:10h (nesta época do ano, o Rio de Janeiro tem um fuso de +01 hora com relação a Buenos Aires); o trem de pouso foi armado e travado às 03:06h e 03 minutos depois tocamos o solo carioca

– nesta hora da madrugada, o Galeão estava praticamente vazio, só havia mais uma aeronave no pátio (um Boeing 777 da Emirates se preparando para mais uma longa jornada até Dubai), mas o A320 parou no portão localizado o mais longe possível da área de restituição de bagagens, algo inexplicável; foram quase 20 minutos de caminhada até a área de desembarque; perguntei ao funcionário da LATAM a razão de tamanha insensatez e ele informou que é a administração do aeroporto que determina o portão e que eles já tinham feito diversos pedidos para que fosse alocado um mais próximo, sem sucesso

AVALIAÇÃO GERAL: o problema que tive na compra da passagem não pode ser ignorado, pois a LATAM não age com transparência e traz potencial de prejuízo aos passageiros; o valor foi alto, mas eu não comprei com antecedência, portanto, a culpa do “prejuízo” foi mais minha do que da companhia; eu já tinha gostado da visita no dia anteior à Sala VIP da LATAM (comida e bebida com muita variedade e tudo fresco) e, desta vez, consegui tomar um bom banho lá mesmo; o A320 já está configurado com a classe Premium Economy, que traz menos conforto do que a versão anterior de classe Executiva; a falta de um sistema de vídeo (mesmo coletivo) é outro fator negativo que merece registro; o serviço de bordo foi o ponto mais positivo deste voo, o jantar estava bom, a massa estava saborosa, foi uma boa refeição; a atitude da tripulação foi apenas “protocolar”, sem nenhum problema específico, mas também sem nenhum tipo de “calor” a mais (o maior exemplo disso: momento de oferecer o jantar, sem trazer mais detalhes das opções dos pratos); no geral, foi experiência apenas razoável o meu 1º voo na classe PREMIUM ECONOMY da LATAM

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  1. […] do aeroporto quando voei e avaliei a LATAM em dezembro de 2016 no mesmo trecho EZE/GIG (confira AQUI), quando pousei de madrugada: com o pátio vazio, por que obrigar o estacionamento da aeronave em […]

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