Voando com a THAI AIRWAYS (HKT/AKL)

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– este é o 8º trecho da jornada de VOLTA AO MUNDO será a minha 1ª experiência com a THAI AIRWAYS, a tradicional companhia aérea da Tailândia, voando de Phuket para Auckland na Nova Zelândia, com uma rápida conexão em Bangkok; será um voo longo, serão mais de 13 horas de viagem no total, nos 02 voos vou experimentar a chamada Royal Silk Class, a classe Executiva da THAI

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A THAI AIRWAYS

–  a THAI é uma empresa estatal e a maior companhia aérea tailandesa, tendo sido fundada em 1960 e hoje emprega mais de 22.000 pessoas; a companhia entrou para a aliança global Star Alliance em maio de 1997; atualmente, 76 destinos são atendidos em 30 países; em 2015, transportou mais de 21 milhões de passageiros

– a frota atual da companhia (incluindo a Thai Smile, o “braço” de baixo-custo) é eclética e formada por 95 aeronaves fabricadas pela Airbus (A320, A330 e A380) e Boeing (B737-400, B777-200, B777-300, B747-400 e  B787-800), com idade média de 7,7 anos; a figura abaixo foi extraída da apresentação feita pela THAI aos Investidores relativa aos resultados financeiros do 1º trimestre de 2016:

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– no prêmio Skytrax de 2016, a THAI se destacou: foi eleita a 13ª melhor companhia aérea, melhorando 06 posições com relação ao ano de 2015, fato que a levou a ser indicada como a “World’s Most Improve Airlines

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– pesquisando o site da THAI na Internet, descobri algo curioso: há uma parte de “classficados” de aeronaves que já foram aponsentadas; se você quiser comprar um Airbus A340 é só ligar para a Tailândia e negociar, ainda há 08 unidades à venda

____Thai classificados

EMISSÃO DA PASSAGEM

– emiti a passagem com muita antecedência, quando comecei a planejar a Volta ao Mundo em julho de 2015; como a THAI faz parte da Star Alliance, decidi usar minhas milhas do programa da United (MileagePlus), pois as regras do programa favorecem esta rota: são exigidas apenas 30.000 milhas para voar da Ásia Oriental para a Oceania na classe Executiva (são 17.500 milhas para voar na classe Econômica), como pode ser comprovado nesta simulação para o início de setembro deste ano

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– durante os meses que antecederam o voo, aconteceu alguma coisa estranha com minha reserva: por 02 vezes, ela “desapareceu” do meu perfil da United no aplicativo para smartphone; eu liguei para o call center da companhia americana no Brasil e consegui reativar o bilhete

– além disso, não é possível gerenciar a reserva a partir do site da THAI, o código e o número de bilhetes fornecidos pela United não são reconhecidos pela empresa tailandesa, portanto, não consegui fazer reserva prévia de assentos

O AEROPORTO DE PHUKET

– foram 02 dias intensos na ilha tailandesa, consegui fazer alguns passeios típicos desta região turística da Tailândia; eu estava em um hotel localizado na região de Pandong, o trajeto até o aeroporto de Phuket leva cerca de 01 hora, ao custo de 950thb em carro privativo (cerca de R$ 95,00)

– decidi sair com bastante antecedência, sem dar chance para o azar, pois o trânsito na ilha tinha se mostrado ser imprevisível durante os passeios que fiz; agendei o transporte para 13:10h e cheguei um pouco depois de 14:00h no aeroporto, ou seja, com folga para o voo com partida marcada para 16:25h (TG216)

– o esquema de segurança é grande neste aeroporto, ninguém entra no terminal sem passar pelo controle de raio-x que está instalado na entrada; a estrutura do Terminal 2, onde a THAI opera, é antiga e no extremo esquerdo é possível ver a que o prédio do Terminal 1 está sendo modernizado

– na parte interna, o terminal não tem grandes dimensões, é modesto, mas funcional; é bem sinalizado e tem algunas lojas que vendem souvenirs para compras de última hora, além de algumas lanchonetes

– apesar de ter costurado a mala comprada no bairro Chinatown em Bangkok (de péssima qualidade, durou algumas horas apenas), achei prudente empacotar a mala com aquele plástico de proteção, gastando 200thb (cerca de R$ 20,00)

O CHECK-IN EM PHUKET

– a THAI opera 12 guichês de check-in aos seus passageiros neste terminal e 02 são dedicados para a classe Executiva; não havia filas quando cheguei, somente passageiros sendo atendidos no balcão

– iniciei o meu check-in às 14:25h: a funcionária era muito atenciosa, conseguiu confirmar meus assentos na janela para os 02 voos, do jeito que eu queria (lembrando: com um bilhete emitido pela United não é possível gerenciar a reserva pelo site da THAI)

– tudo estava indo bem até que tive problemas com a confirmação de que os cidadãos brasileiros não precisam de visto para entrar na Nova Zelândia; como sou prevenido, eu tinha comigo as regras de imigração da página oficial do governo neo-zelandês, onde estava indicado de forma clara que eu não precisava e “visa” caso fosse ficar menos de 03 meses no país; mostrei também a minha passagem de partida (para 03 dias depois), para demonstrar que respeitaria este prazo; ela foi na sala da coordenação e foi iniciada uma verdadeira convenção de 04 funcionárias em torno de um computador e de um livro; a medida que elas demoravam, comecei a ficar preocupado; foram 20 minutos de suspense e stress, até que ela voltou e disse: “sorry about that, but everything is ok“, ou seja, eu estava certo desde o início

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– vencida a “guerra” do check-in, quis ir logo para a Sala VIP que fica dentro da área de embarque; passei muito rápido por mais um controle de segurança; mesmo voando em um trecho nacional, eu fiz o controle de passaporte e imigração em Phuket, de forma a facilitar a minha conexão em Bangkok; eu recebi um pequeno adesivo com a inscrição C.I.Q (sigla em tailandês para “Domestic to International”) para colocar na camisa, indicando que eu já estava apto a sair da Tailândia

– no saguão de embarque há muita confusão e excesso de informação: muitas lojas coloridas, muitas cadeiras espalhadas de maneira não uniforme, os portões de embarque não são dispostos de forma linear e há gente indo para todos os lados

A SALA VIP EM PHUKET

– a Sala VIP da THAI chama-se Royal Orchid Lounge e fica no extremo direito do saguão de embarque, meio escondida em um canto; a entrada dela é muito elegante, com vasos de orquídeas dando um tom colorido ao ambiente

– o espaço era pequeno e estava vazio, só havia mais um passageiro por lá; o ambiente é acolhedor, mas não há visão para o pátio de manobras do aeroporto, as janelas são voltadas para a parte interna da estrutura do aeroporto; há espaços dedicados e exclusivos para os passageiros da Primeira Classe e portadores do cartão mais premium do programa de fidelidade da THAI (Royal Orchid Platinum Member); um buffet de petiscos e doces e um pequeno menu de comida quente ficam disponíveis aos passageiros; nenhuma bebida alcoolica destilada é oferecida e somente 01 tipo de cerveja local estava na geladeira

O VOO PARA BANGKOK

– o embarque foi anunciado às 15:55h pelo sistema de som do VIP Lounge; terminei de comer os meus petiscos, peguei minha mochila e em menos de 02 minutos eu estava no Portão 7 para embarque no B777-200 que faria a 1ª parte da minha jornada até a Nova Zelândia; os passageiros com algum tipo de prioridade já tinham embarcado e não havia nenhuma espaço reservado no portão para que eu evitasse a fila que estava formada; isto não foi um problema, peguei cerca de 15 pessoas à minha frente, em menos de 05 minutos eu já estava pronto para entrar no avião

– o Boeing escalado para este voo era um “velho de guerra”: prefixo HS-TJD fabricado em dezembro de 1996 (são quase 20 anos na labuta) e que leva o apelido de Mukdahan (é uma província no nordeste da Tailândia), um dos mais antigos aviões da frota da THAI

– a aeronave está configurada com 30 lugares na classe Executiva (neste voo, 27 deles estavam ocupados) na clássica disposição 2 x 2 x 2; além disso, são 279 assentos na classe Econômica configurados no esquema 3 x 3x 3; a minha poltrona era a 11K (janela, lado direito da cabine), mas, eu não sei por qual razão, é a 1ª fileira do avião

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– as poltronas deste B777 são antigas, não se comparam com as modernas que equipam as aeronaves mais novas (lembrando: nesta VOLTA AO MUNDO, viajei com a QATAR AIRWAYS, que teve seu assento de Business Class eleito o melhor do mundo em 2015 e 2º melhor em 2016); um travesseiro (que não estava dentro de um plástico) estava no assento e não foram distribuídas manta e necessaire para os passageiros da clase Executiva

– o pushback foi feito às 16:21h, com uma chuva leve lá fora; o taxiamento foi lento e iniciamos a decolagem às 16:33h, as 02 turbinas empurram o Boeing de 200 toneladas por 35 segundos; o tempo fechado em Phuket provocou uma turbulência moderada enquanto a aeronave ganhava altidude passando por nuvens escuras

– o sistema de áudio produzia um som abafado, dificultando a tarefa de entender as comunicações feitas pelos comissários e piloto; a tripulação (todas as comissárias portavam na lapela do uniforme um broche do rei Bhumibol Adulyadej, atual líder supremo da monarquia tailandesa) teve atitude correta durante todo o voo, apesar de alguma afobação em alguns momentos

– apesar do voo ser curto (previsão de 01 hora e 15 minutos), foi  servida uma refeição: um macarrão tipo yakisoba, com legumes, frango e camarão (eu encontrei apenas 02 perdidos), com um doce de nozes como sobremesa; para acompanhar, suco de laranja (não foi oferecida bebida alcóolica neste voo); no geral, foi apenas razoável

– quando atingimos nossa altitude de cruzeiro, a paisagem lá fora melhorou: as nuvens da 1ª parte do voo desapareceram e um lindo céu azul surgiu na janela

– na aproximação para pouso no Aeroporto de Bangkok/BKK, foi possivel reparar como a agricultura exerce uma relevância na economia tailandesa, os campos e açudes preenchem toda a visão da janela do avião

pousamos em Bangkok às 17:44h e depois de passar por vários aviões wide-bodies da THAI estacionados a espera da próxima missão, encostamos no portão às 17:55h, portanto, não podia perder muito tempo para não correr risco de perder o voo para Auckland que estava marcado para 18:45h

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O AEROPORTO DE BANGKOK – Suvarnabhumi

– logo na saída do avião, percebi uma série de placas sinalizando a área de “Internacional Transfer for C.I.Q. Passengers” e o adesivo que eu ganhei em Phuket começou a fazer todo o sentido; segui as placas e tive que passar por mais um controle de segurança com aparelhos de raio-x; não tinha fila, foi muito rápido, não perdi tempo algum

– o principal Aeroporto de Bangkok é imenso e muito bem sinalizado; há vários espaços com computadores sinalizados com “Free Internet“; na área de transição entre terminais, o teto é baixo, mas na área dos portões de embarque, o teto é alto em forma de arco e tem uma moderna estrutura metálica; para transporte de passageiros com dificuldade de locomoção, a THAI tem um carro elétrico com as formas parecidas com o tuk-tuk, o tradicional veículo de transporte público que roda em Bangkok

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A moderna estrutura do Aeroporto da capital tailandesa

A SALA VIP EM BANGKOK

– apesar da curta conexão, deu tempo para uma rápida conferida na Sala VIP da THAI neste aeroporto; o atendimento na recepção foi seco e pouco atencioso por parte da funcionária: a 1ª impressão foi ruim

Porta da Sala VIP - BKK

– o espaço não é grande, mas parecia aconchegante: são varios tipos de poltronas espalhados em diversos ambiente; mas quando comecei a reparar com mais calma, muitas delas estavam velhas e com o couro gasto ou rasgado

– o buffet disponível tirou um pouco da má impressão: bem variado, com opções leves e com boa apresentação; me chamou atenção uma bandeja com algo que parecia uma pamonha: na verdade, era Khao Tom Mud, uma típica sobremesa tailandesa feita com leite de coco, banana e arroz, enrolada em folhas de bananeira; preferi não experimentar…; deu tempo de tomar uma Schweppes de rótulo vermelho, estava gelada e refrescante

– no final, a coisa mais marcante deste VIP Lounge foi a vista que uma grande janela localizada na parte esquerda do espaço proporciona, que permite apreciar no detalhe as formas futurísticas da estrutura do principal aeroporto tailandês

Bela visão - Sala VIP - Thai - BKK

O VOO PARA AUCKLAND

– o embarque para o voo TG491 seria feito no Portão C9: era o último do terminal (de novo, em JNB aconteceu o mesmo no embarque no B787 da Qatar Airways que me levou até Doha); o processo de embarque é bem diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil e nos Estados Unidos: os passageiros chegam pela estrutura principal do saguão e descem um andar para uma sala de embarque dedicada para cada voo

– desta vez, uma fila destinada para os passageiros da Business Class estava armada e pude entrar com prioridade no Boeing 777-200ER, de prefixo HS-TJW e que foi entregue novo à THAI em outubro de 2007; esta aeronave carrega o apelido de Petchabun (uma província na região central da Tailândia) e está equipado com 02 turbinas Rollys-Royce

– a configuração deste B777 é de 30 assentos na Business Class, na configuração 2 x 2 x 2, neste voo 25 lugares estavam ocupados; na classe Econômica, até 262 pessoas podem ser transportadas

– eu estava sentado na 2ª fileira, no lado do esquerdo, assento 12A; eu teria a companhia de um neo-zelandes ao meu lado nas mais de 10 horas de voo que teria pela frente, ele seria o meu obstáculo nas idas ao banheiro durante a viagem: este é um problema crônico das configurações antigas de classe Executiva, não há acesso direto ao corredor aos passageiros sentados na janela; da mesma forma que no voo entre Phuket e Bangkok, as poltronas eram antigas, mas eram um pouco melhor, tive a sensação de ter mais espaço lateral do que aquela experimentada no primeiro voo

– um cobertor (confortável), um travesseiro (de bom tamanho, mas não estava protegido por plástico, ou seja, não havia a garantia de que estava limpo) e um fone de ouvido (que funcionou bem para o isolamento acústico) já estavam dispostos no assento quando cheguei lá

– a necessaire, com produtos THANN (escova e pasta de dente, par de meias, protetor labial, loção para pele, escova de cabelo, e protetor auricular, ou seja, nada de marcante), foi distribuída junto com o champagne e água, que foram oferecidos quando eu ainda arrumava as minhas mochilas no bagageiro

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– até aqui, eu já tinha achado o atendimento feito pelos Comissários um pouco abaixo do comum, mas começou a ficar ainda pior

– recebi de uma Comissária os cardápios (de refeição e de drinks, muito bem apresentados) quando eu ainda estava acomodando na poltrona as minhas coisas que usaria durante o voo (celular, máquina, carregadores e chinelo); 40 segundos depois (se tanto) a mesma Comissária já estava parada em frente à poltrona perguntando o que eu queria para jantar; comecei a olhar as opções, todas em inglês e demorei um pouco a escolher e a impaciente senhora falou que voltava depois

– com aquela pressão, eu olhei o cardápio e entendi que haviam opções de entrada; quando ela voltou, falei a minha escolha pela abobrinha: a Comissária fez uma cara de filme de terror e falou de forma seca: “as entradas são iguais para todos os passageiros” e que ela só queria saber a minha opção de prato principal; quase pedi desculpas e me ajoelhei aos seus pés para pedir perdão pelo meu grave erro de entendimento

– escolhi a opção de frango ao curry com arroz cozido e ervilhas ao alho, e “desprezei” as demais alternativas de costela com batata e vegetais, porco com molho de gengibre e macarrão tailandês e peixe com mostarda de cogumelos; para acompanhar, continuei com o champagne

– o sistema de vídeo/entretenimento é antigo, o monitor tem baixa resolução (touchscreen? nem pensar) e o controle remoto parecia até “retrô”, uma peça de museu aeronáutico; por um momento, achei que não tinha tomada para carregar o celular, mas achei uma no encosto de braço direito; com este panorama, não preciso dizer que não havia sistema de conectividade a bordo, portanto, nada de fazer posts durante o voo

– reparei que o uniforme da tripulação não seguia um padrão único: as Comissárias usavam um modelo de roupa típica tailandesa nas cores dourado/marrom e cinza/roxo; já os Comissários estavam de terno cinza ou roxo com detalhes em preto

– o pushback foi feito às 18:50h (um pequeno atraso de 05 minutos, portanto), o taxiamento foi rápido, passando por um grandioso A380 da própria THAI, e iniciamos a decolagem às 19:00h, quando o B777 acelerou em potência máxima os seus 02 reatores por 41 segundos; durante a fase inicial do voo, a cidade de Bangkok iluminada era uma bela visão pela janela

– por volta de 19:30h o serviço de bordo começou a ser preparado e logo depois os passageiros começaram a ser servidos; as bebidas são oferecidas em um carrinho baixo, as pessoas podem olhar para as opções e escolher com mais facilidade; decidi continuar com o champagne que já tinha sido servido, eu gostei muito dele; a entrada estava deliciosa: um espetinho de camarão, mas me chamou a atenção o fato da mesa não ter sido coberta por um pano para servir esta entrada

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– o Comandante se dirigiu aos passageiros quando estávamos a 31.000 pés de altitude, informando que a duração prevista de voo era de 10 horas e 30 minutos e deu detalhes sobre os países que sobrevoaríamos; nesta aeronave, o sistema de áudio funcionava bem e o inglês do piloto ajudaram na tarefa de entender o speech

– antes de servir o 1º prato, o Comissário finalmente colocou um pano branco na minha mesa; o prato era um terrine de fígado de pato com abobrinhas e geléia de maça, acompanhado de salada e pão com manteiga; apesar de estar muito bem servido, eu não gosto de terrine…comi a salada e o pão

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– finalmente chegou a hora do prato principal: o frango estava uma delícia e o arroz de jasmim estava excelente; a ervilha estava bem cozida; os talheres da THAI chamam a atenção, tem um design diferente e são muito bonitos

– depois, para finalizar o banquete, queijos e frutas com cream cracker são servidos, seguidos de 02 pequenos doces, muito bons, deu vontade de pedir mais…

– durante o jantar, o meu copo ficou vazio a maior parte do tempo, a tripulação não renovou o meu champanhe; a água foi resposta uma única vez, mas a Comissária decidiu por mim que seria sem gás, apesar de eu estar tomando com gás; na hora de servir a sobremesa levaram o meu copo vazio, mais uma vez decidindo por mim que eu não queria mais nada

– além disso, a tripulação age com muita agitação, traz uma sensação de “centro da cidade na hora do almoço”, uma correria, uma afobação, eles vão de um lado para o outro sem muita razão; eu me perguntei: por que tanta pressa? São quase 11 horas de voo, há tempo de sobra para fazer um atendimento parcimonioso!

– o tempero do frango era forte, quis logo escovar o dente depois do jantar; o banheiro que fica na parte de trás, na transição para a seção da classe Econômica foi o 1º que usei e achei muito estranho: não havia charme algum nele, nenhum toque especial típico de uma classe premium,  achei inexplicável

– já a situação do toilet da parte da frente, perto da cabine dos pilotos, era bem diferente, com produtos vistosos, até perfume tinha disponível para os passageiros;  não sei a razão de tamanha diferença entre so banheiros, considerando que ambos são dedicados a Royal Silk Class

– eram 20:40h e o sono chegou, era hora de experimentar a poltrona; dormi por apenas 03 horas e não foi um sono bom; meu corpo “nao serve” para este tipo de poltrona que só reclina 160 graus (parece pouco, mas é grande a diferença em termos de qualidade de sono para as poltronas que reclinam 180 graus); os pés ficam em uma posição muito baixa e a estrutura não é adequada para quem gosta de dormir de lado como eu

– não tinha muito o que fazer, resolvi vasculhar o sistema de vídeo e comecei a ver o filme “Los 33”, com Antonio Banderas e Rodrigo Santoro, que conta a história real vivida pelos mineiros chilenos que ficaram soterrados por várias semanas depois de um aciddente na mina que eles trabalhavam; foi um bom passatempo

– aproveitei que ainda estava sem sono para conferir a revista de bordo que a THAI oferece aos seus passageiros: SAWASDEE, com uma série de matérias interessantes sobre turismo, com destaque para a cidade de Bruges na Bélgica, que já tive a oportunidade de conhecer em 2011; além disso, há informações sobre as rotas operadas pela companhia e da frota  ativa

Frota de Longa Distância

– lá fora, começou a amanhecer, um momento de rara beleza a mais de 30.000 pés de altitude: parecia que havia uma explosão no horizonte e uma pequena lua ainda completava o lindo cenário

– eram 04:00h quando a tripulação começou a preparar o café da manhã; 20 minutos depois os passageiros começaram a ser servidos; foi uma ótima refeição matinal, as frutas estavam frescas, o croissant estava morno e o pão-doce servido tinha um gosto bom; o prato quente era um omelete que foi servido com salsicha e tomate; para acompanhar, suco de laranja; e mais uma vez, a tripulação, que tinha trocado de roupa e colocado um uniforme mais informal, continuava em ritmo acelerado

– nesta hora, um sol forte iluminava a cabine e era a oportunidade para tirar fotos da asa e turbina, meus registros preferidos (do lado esquerdo, muito sol, do lado direito, sombra)

O POUSO

– a manhã estava linda no espaço aéreo do Novo Continente, o trajeto para pouso parecia um voo panorâmico, foram 15 prazerosos minutos até pousarmos de forma segura às 10:30h (horário local, o fuso na Nova Zelândia é de +5 horas com relação ao horário da Tailândia)

  • vista da parte mais oceânica
  • vista da parte mais continental
  • por fim, fiquei registrando a sombra do Boeing na parte final da aproximação para pouso

– os passageiros da classe Executiva têm prioridade para desembarcar, mas acabei ficando um pouco mais na cabine para tirar mais algumas fotos; na saída, as grandes janelas de vidro do aeroporto de Auckland permitiram mais registros do B777-200 estacionado depois do longo voo desde a Tailândia

AVALIAÇÃO GERAL: vamos começar com algo positivo: a quantidade de milhas (30.000) exigida para um voo intercontinental na classe Executiva foi excelente; mas se eu tivesse poder para isso, eu contestava o prêmio que a THAI AIRWAYS acabou de receber como companhia aérea que mais aprimorou o seu serviço em 2016; tentando não ser exigente demais depois de voar 02 vezes com a Qatar Airways nesta jornada de VOLTA AO MUNDO, achei, no geral, o serviço prestado pela companhia tailandesa muito distante das melhores do mundo; a THAI ficou na frente da KLM e British Airways no ranking, portanto, eu devo ter dado muito azar na tripulação escalada para o meu voo, pois a atitude durante o trecho longo (de BKK para AKL) foi muito longe do que se espera para o atendimento de clientes da Business Class; outro ponto negativo: as poltronas e o sistema de entretenimento dos velhos B777 estão ultrapassados, já está na hora de renovar a frota ou fazer o retrofit das cabines; as refeições foram boas, dignas de uma classe superior de voo; a Sala VIP de Bangkok com as poltronas rasgadas é outro registro ruim; no geral, foi uma experiência de altos e baixos, mas na média, a THAI frustrou minha expectativas

____THAI Veredito como é voar na Thai , voando na Thai, classe executiva da Thai , voando com a Thai , como é voar na Thai Airways , companhias aéreas da Tailândia, como chegar em Bangkok , opções de voo Tailândia
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  2. […] a companhia tailandesa me levou de Phuket para Auckland, a bordo de um Boeing 777-200 (confira AQUI como […]

  3. […] voando e avaliando a British Airways, a Qatar Airways, a Bangkok Airways, a Nok Air, a AirAsia, a Thai Airways, a Air New Zealand, a Jetstar e a LATAM, visitando Londres, Johanesburgo, Bangkok, Chiang Mai, […]

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