Voando com a ETIHAD Regional (ZUR/GEN)

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– comprei a passagem na 2ª semana de dezembro de 2015 por 59 francos suiços (mais ou menos R$ 230,00) diretamente no site da Etihad Regional, que pratica 04 tipos de tarifa: a mais barata é a “Fantasticket” que não é reembolsável e inclui somente uma bagagem de mão de até 8kg (comprei esta) e a mais cara é a “Everything“, que permite despachar até 02 malas e inclui outros benefícios

Etihad Regional

– será minha 1ª experiência com a Etihad Regional em um voo operado pela Darwin Airlines (a companhia Etihad dos Emirados Árabes Unidos usou os “petro-dólares” para comprar participação acionária em várias empresas pequenas pelo mundo: Air Berlin, Air Serbia, Air Seychelles, Aer Lingus e Darwin Airlines) e no turbo-hélice Saab 2000, de fabricação sueca (este modelo de avião foi produzido entre 1994 e 1999 e atualmente 33 unidades ainda voam)

– sair do Centro de Zurich em direção ao Aeroporto é muito simples: trens partem a cada 15 minutos da Estação Central da cidade suíça, que é enorme, mas muito bem sinalizada; se o trem for direto, são apenas 10 minutos e se tiver 01 parada no trajeto, são 12 minutos; o custo de 6,60 francos suíços (cerca de 25 reais), uma opção muito mais barata do que o taxi (só a bandeirada em Zurich é de 8 francos)

– o Aeroporto de Zurich é um espetáculo: a estrutura é muito ampla e espaçosa, parece um Shopping Center de luxo, com várias opções de lojas e bares/restaurantes; o terminal é muito bem sinalizado; com o cartão de embarque, é possivel conseguir um código para o wi-fi gratuito; além disso, me chamou atenção os “Camel Smoking Lounges” espalhados pelo aeroporto, um espaço dedicado para fumantes

– a Etihad Regional é uma empresa muito pequena e ainda não oferece check-in antecipado pela Interneta área de check-in é grande e organizada, fiz o meu às 17:05h: somente o guichê 420 fazia o atendimento dos passageiros do meu voo e 02 pessoas estavam à minha frente; fui atendido às 17:10h, com “pragmatismo” por uma funcionária terceirizada

– eram 17:20h  quando um dos muitos monitores indicou que o Portão A03 seria utilizado para o embarque do voo F7 27 marcado para 18:45h e parti em direção a ele; eram apenas 03 máquinas de raio x operando, enfrentei uma fila de cerca de 30 pessoas por 10 minutos; a caminhada até o portão de embarque foi longa, cheguei somente às 17:40h

– o embarque seria remoto, por isso, este portão fica afastado do saguão principal do aeroporto; o ambiente estava quase deserto, só havia um casal em frente ao portão de embarque; depois fiquei sozinho por lá, eles saíram para comprar algo em uma das muitas lojas do saguão principal; finalmente, um funcionário da Etihad chego às 17:55h e, logo em seguida, alguns outros casais

– o anúncio do início do procedimento de embarque foi feito pelo funcionário da Etihad às 18:15h e logo em seguida os 11 passageiros embarcaram em um ônibus, que nos levou até o Saab 2000; chega a ser engraçado pegar um ônibus enorme com poucas pessoas, é algo muito incomum para mim

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O voo estava vazio: nesta foto, 07 dos 11 passageiros aparecem

– o Saab que nos levaria até Genebra tinha o prefixo HB-IYI e está “na batalha” desde maio de 1995, já são mais de 20 anos servindo várias companhias aéreas e desde de setembro de 2013 a Darwin Airlines; o avião traz as cores da Etihad, mas na cauda ainda permanence a indicação da empresa suiça; este avião tem um design diferente dos turbo-hélices que já voei, em especial, a posição da asa: não fica por cima do corpo principal da aeronave como acontece com os ATRs que voam no Brasil pela Azul e Flyways

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Histórico de operadores deste Saab-2000: desde 1995 voando pelo céu europeu

– não é necessária a ajuda de uma escada do aeroporto, o avião tem a sua, que é ativada quando ele está estacionado; a configuração é: 01 poltrona do lado esquerdo e 02 do lado direito, ou seja, o corredor único não fica no meio do avião; classe única, todos os 51 assentos são de classe Econômica; são 17 fileiras e como é comum na Europa, a aeronave não tinha a fileira 13; os bancos eram de couro na cor caramelo; o espaço para as pernas era ótimo (seria Selo A da ANAC); há claros sinais de sua idade avançada, principalmente no acabamento da cabine

apenas 01 comissária daria suporte neste voo, o seu nome era Katia: muita simpática, fez avisos em francês, inglês e alemão; o uniforme dela já está no padrão Etihad: terno cinza mesclado, casaco cinza claro por baixo e uma echarpe colorida, muito elegante

– como eu era o passageiro sentado mais atrás da aeronave, fui “convocado” pela Katia a operar a porta traseira, em caso de emergência: missão aceita!

– as hélices foram acionadas por volta de 18:35h e 02 minutos depois saímos devagar e para frente, sem precisar de ajuda de “trator”; o taxiamento pela pista do Aeroporto de Zurich foi rápido e iniciamos a decolagem às 18:41h: tudo chacoalhava dentro da cabine durante a aceleração; deixamos o solo da cidade mais populosa da Suiça depois de apenas 20 segundos de corrida pela pista

– o serviço de bordo foi oferecido logo depois que os avisos de apertar cinto foram apagados; a Katia serviu rapidamente os poucos passageiros; foi um lanche simples: café (em copo personalizado), uma garrafinha de água e um pacotinho de salgadinhos

– o ambiente dentro da cabine do Saab é barulhento, ainda mais onde fiquei, bem atrás da turbina direita do avião (assento 14F)

– o Comandante se identificou e passou alguns dados do voo em francês e depois em inglês, mas o sistema de som estava abafado, não consegui entender as informações que ele passou

– a Etihad Regional oferece uma revista de bordo (“Evolution”), com informações sobre as rotas operadas (regular: de Genebra para Zurich, Veneza, Florença e Roma e sazonal: de Genebra para Biarritz, Ibiza, Valência, Olbia e Cagliari), parcerias com outras companhias aéreas (com Air Berlin, Air Serbia, Alitalia e Etihad para voar de Zurich para Dusseldorf, Berlin, Belgrado, Lugano e Abudhabi) e os tipos de aeronave utilizados nos voos:

– quando eram 19:11h o piloto avisou: “cabin crew, prepare for landing“; mas ele podia ter sido mais informal: “Katia, vamos pousar”, afinal, a tripulação se resumia a ela…; pousamos às 19:20h com total segurança; achei interessante que uma uma van do aeroporto de Genebra, com um grande painel eletrônico de “Siga-me” no teto, orienta o piloto e o conduz até a posição remota que o avião deve parar

AVALIAÇÃO GERAL: foi uma agradável experiência voar no Saab 2000 pela 1ª vez; o trajeto entre Zurich e Genebra é lindo e voar baixo é um prazer adicional; o serviço de bordo, apesar de simples, foi gratuito; a Comissária “solitária” se mostrou muito atenciosa e distribuindo sorrisos para os poucos passageiros do voo; o preço da passagem foi apenas razoável para um voo de curta duração, mas a relação custo-benefício foi muito boa

Selo verde

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