Voando com a BRITISH (GIG-VIE)

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– chegou a hora das férias, merecidas e necessárias; o destino seria Viena/Áustria, voando com a British Airways (eleita a 20ª melhor companhia aérea em 2015): Rio-Londres, conexão com troca de terminal no (gigantesco) Aeroporto de Heathrow, por fim, Londres-Viena

– as passagens foram emitidas em dezembro de 2014, com pontos do TAM Fidelidade (40.000/pessoa – TAM e British fazem parte da Aliança One World); é a 1ª vez que viajaria na Classe Econômica da British; em 2012, voei de Londres para Singapura, de Business Class em um Boeing 747 (Jumbo) e foi uma ótima experiência

– viajar em uma 5ª feira tem suas vantagens: aeroporto mais vazio e menos trânsito para sair da Zona Sul do Rio de Janeiro com destino ao Galeão; com hora de decolagem prevista para 21:55h, saímos de casa por volta de 18:30h; chegamos no aeroporto às 19:35h

– serei repetitivo, pois a crítica ainda é válida: o Terminal 1 do GIG, mesmo depois da privatização, continua pouco acolhedor, tem cara de “século passado”, totalmente ultrapassado

– o check-in prioritário para passageiros da Business Class e com cartão Emerald/Sapphire da One World estava vazio, com 03 guichês abertos; fomos atendidos rapidamente, de forma atenciosa e eficaz pela atendente Carla, que nos deu uma maravilhosa notícia: como o voo estava lotado, nos foi concedido upgrade para a Econômica Plus, a classe “intermediária” que a British oferece nos voos intercontinentais: mais espaço, conforto e (suposto) serviço diferenciado para uma viagem de 11 horas!

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– às 19:50h já estavámos prontos para passar pelos controles das autoridades brasileiras: nenhuma fila no raio-x e no Controle de Passaportes os agentes da Polícia Federal estavam à toa; no total, não demoramos nem 03 minutos

– levamos apenas 10 minutos entre o check-in e a chegada na Sala VIP que a British usa no GIG: espaço da ProAir (a mesma que a Iberia oferece aos seus passageiros), nada muda com relação ao relato que já fiz em março/15: é um espaço pequeno, compartilhado por várias companhias, há poucas mesas e quase nenhum conforto; o buffet é bem simples e pouco variado (caldo verde “feio”, salgadinhos, torradas, mini-salada e sanduíches)

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– por volta de 21:15h já estávamos em frente ao Portão K para embarque no (enorme) Boeing da BA; as filas são organizadas de acordo com a classe e a localização dos assentos; tudo funcionou bem, muito mais pelo respeito dos passageiros à ordem definida do que pela supervisão do staff da British

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– na porta da aeronave 02 Comissários recepcionavam os passageiros (em inglês) e orientavam a melhor forma de chegar aos assentos: muita simpatia e educação

– a configuração do avião na Classe Econômica é 3x3x3; na Plus, a disposição das poltronas é diferente: 2x4x2, ou seja, 01 poltorna a menos, o que indica mais espaço; com o upgrade, estávamos nas poltronas 25A e 25B (janela e corredor), no lado esquerdo, perfeito para um casal viajando; os bagageiros superiores são grandes, não houve nenhum stress para acomodar a bagagem de mão dos 44 passageiros que ocupavam esta seção da aeronave

– o B777-300ER “escalado” para este voo tinha o prefixo G-STBH e foi recebido pela BA em outubro de 2013, portanto, é novo e incrivelmente bem cuidado; é o maior modelo do B777 e no caso da BA transporta até 297 passageiros, em quatro classes diferentes; o voo, pelo menos na Classe Econômica e na Plus, estava lotado

– na Plus, é colocado na poltrona um kit com uma necessaire bem básica (caneta, meias, tapa-olho, escova e pasta de dente), um pequeno travesseiro e cobertor; a poltrona da Econômica Plus é confortável, reclina mais do que o normal, no espaço para pernas, apesar de ser ótimo, falta um encosto para os pés, traria mais conforto; há porta USB para carregar o celular; este assento me trouxe 02 lembranças: a Executiva do B737-800 da Copa Airlines (post de janeiro de 2015) e a Executiva do “velho” MD-11 da nossa Varig, onde voei para Cancun em 2005

– antes da partida, foram oferecidos água, suco de laranja e jornais (em inglês) e distribuído um mini cardápio; tudo isso com muita frieza, sem grandes emoções por parte dos comissários

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a BA permite o celular em modo avião em qualquer momento do voo: isto é ótimo, permitiu que eu escrevesse este Flight Check “real time”…

– o push-back se deu às 21:54h e depois do longo taxiamento pelo Galeão, decolamos às 22:14h (portanto, 19 minutos depois do horário previsto), percorrendo a pista por 35 segundos; 15 minutos depois, o aviso de apertar cintos foi apagado e começou uma intensa movimentação dos comissários

– na BA, o Chefe de Cabine se entitula “Costumer Service Manager“; ele fez uma série de anúncios, todos somente em inglês; o vídeo de segurança tem legendas em português

– o sistema de entretenimento é fantástico, tamanho bom, tela touch screen, muitas opções de filmes, a maioria com legendas em português; comecei a ver um filme antes mesmo de decolar: The Avenger – Age of Ultron e depois emendei Velozes e Furiosos 7; para ver os filmes, 04 minutos de propagandas são obrigatórios, chato…

– o serviço de bordo começou às 22:50h; primeiro, as bebidas foram oferecidas, junto com um pacote de pretzels (por sinal, muito gostoso); escolhi o único vinho tinto disponível: uma garrafinha de plástico do espanhol Señorio de los Llanos, caiu bem, leve e saboroso

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– no jantar, as opções eram: filé com batatas e cenoura ou peito de frango com purê de batata e pepino assado, tendo uma salada de tomate, queijo minas, pepino e azeitonas como acompanhamento; escolhi o filé, bem passado, do jeito que gosto; mais vinho; café foi oferecido ao final; o serviço é muito mais próximo da Econômica do que da Business: bandeja já é servida pronta, com talheres de metal, sem frescuras ou variedades

– por volta de 01:00h, as luzes foram apagadas, incentivando os passageiros a descansar; aproveitei para ir ao banheiro, na parte central do avião: era simplesmente enorme, bem acima da média; logo depois, consegui dormir e fui no sono até 07:00h, quando as luzes foram reacesas, indicando que o café da manhã seria servido

– a bandeja do café era pequena e básica: omelete ou sanduíche de queijo; escolhi o sanduíche, que estava um pouco queimado embaixo, mas matou a fome (nesta refeição, os talheres eram de plástico); além disso, um copinho de suco de laranja e um bolinho com passas, junto com um copo de café; muito simples e reparei que as opções eram exatamente as mesmas da Classe Econômica

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– o piloto anunciou o pouso 45 minutos antes: pousaríamos as 12:55h (horário local, 04 horas a mais que Brasilia); já era de manhã na Europa e o céu estava com um azul especial

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– a descida para pouso foi tranquila, trem de pouso baixado às 12:50h, tocamos o solo londrino às 13:00h (local); o avião parou de repente e o Capitão informou que seriam 10 minutos de espera para encostarmos no terminal, depois mais 05; depois mais 10; o avião ficou dando voltas na pista, me senti procurando vaga no shopping em época de Natal: surreal; vários pedidos de desculpas foram feitos e foi informado que a British faria o possível para que as conexões não fossem perdidas; finalmente o B777 encostou no finger as 13:45h do Terminal 5 de Heathrow, ao lado de um Aribus A380 da BA

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Pouso seguro em Londres

– o desembarque foi iniciado e saímos correndo para não perder o voo para Viena, o tempo já era curto, ficou ainda mais; ir para o Terminal 3 significa andar muito, pegar um trem, andar muito de novo, pegar um ônibus e andar mais um pouco; só chegamos no controle de segurança do T3 ás 14:35h, mas contamos com a boa vontade da agente que nos passou à frente na fila; mais uma corrida e finalmente chegamos às 14:45h no Portão 25; fomos os últimos a embarcar no A320 que nos levaria a Viena

Heathrow é um aeroporto gigantesco, com arquitetura moderna, tudo é muito bem sinalizado e parece funcionar; os terminais ficam longe um do outro, mas o sistema de ônibus funciona muio bem, isto contribuiu muito para nossa “jornada” de não perder a conexão

– o voo para Viena durou 2 horas e foi tranquilo; destaque para os assentos revestidos de couro azul escuro; estava lotado; o serviço de bordo é básico, mas gostoso: uma caixinha com um sanduíche de rosbife e um pão doce com passas; várias opções de bebida, escolhi uma Heineken

– pousamos na capital austríaca às 18:00h, depois de 15 longas horas de viagem

– quando liguei o celular, vi que a BA tinha me mandado um e-mail: as malas tinham ficado em Londres, não deu tempo de carregá-las no outro voo; a previsão de entrega no hotel era 08:00h do dia seguinte; ficamos irritados, mas a prontidão na informação merece registro, não precisamos ficar esperando as malas não aparecerem na esteira; o sistema de rastreamento da British fornece informações práticas e foi possível acompanhar a evolução do processo de entrega das bagagens; de fato as malas chegaram no meio da tarde do dia seguinte.

AVALIAÇÃO GERAL: obviamente, a confusão na chegada a Londres e o atraso na chegada das malas são os fatos mais relevantes, afinal, tivemos que correr muito para não perder a conexão e ficamos sem roupa por uma noite em Viena (neste caso não faz diferença se a culpa é da administração do aeroporto ou da British) ; o avião é ótimo e moderno, traz uma experiência legal de voo para os passageiros; voar na Econômica Plus foi bom, especialmente pelo upgrade gratuito, mas a relação custo-benefício não me parece das melhores: a BA vende esta classe por US$ 1000, o maior diferencial é a poltrona, pois o serviço de bordo não se destaca; a atitude dos comissários foi correta, mas faltou um pouco de “calor humano”; por fim, é negativo a falta de capacidade de fazer a transição entre voos das malas, a situação de ficar sem roupas e artigos pessoais, mesmo que por menos de 24 horas, é muito ruim.

Selo amarelo

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