Voando com a NORWEGIAN (BCN-LON)

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– está será minha 1ª experiência com a 3ª melhor companhia Low-Cost do mundo na avaliação de 2014, ficando atrás somente de 02 empresas asiáticas

– comprei a passagem na 1ª semana de dezembro de 2014 ao custo de 38 euros e em janeiro de 2015 adicionei uma bagagem despachada (limite de 20kg) por mais 25 euros, ou seja, 63 euros no total para uma viagem de um pouco mais de 02 horas, acho razoável

– depois de 05 dias intensos em Barcelona participando da Mobile World Congress, cheguei no Terminal 2 (dedicado para empresas de baixo custo) do Aeroporto de Barcelona as 07:00h, exatamente 02 horas antes do horário de partida; a área check-in do terminal não é moderna, mas é muito espaçosa e funcional (há mais de 100 guichês de check-in)

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– a primeira providência foi fazer um teste do peso das malas (a mala de mão pode ter no máximo 10kg, além de uma bolsa de laptop, e a mala despachada tem limite de 20kg); achei um guichê vazio e com balança ligada e o resultado não foi bom: a mala grande tinha 22kg e a de mão estava com 07kg, ou seja, eu tinha que fazer um “balanço de carga”; há várias cadeiras espalhadas pelo saguão, não foi difícil sentar e executar a tarefa: 9,5kg e 19,5kg

– a Norwegian utiliza os guichês 72 a 74; há 04 máquinas de check-in bem em frente e resolvi testar e a experiência foi ótima: uma vez passado no scanner o código de barras do e-mail que recebi, tudo fica fácil, a máquina imprime o cartão de embarque (o sistema “escolheu” o assento 28C – janela – para mim, pois não paguei 05 euros para pré-reservar um assento) e a etiqueta da bagagem a ser despachada; depois, há uma fila dedicada para o “drop off”: você coloca a etiqueta na mala (na verdade, pedi ajuda para um funcionário), pega um leitor de código de barras, escaneia a etiqueta, coloca a mala na esteira (que faz a pesagem e controla limite de 20kg) e pronto, a esteira liga automaticamente e mala está despachada

– levei cerca de 25 minutos para fazer tudo isso, ou seja, tudo rápido e sem complicações; parti para o office do Tax Free Refunds para “resgatar” alguns euros; tive que esperar 30 minutos pela abertura; a funcionária chego as 07:55h e as 08:00h em ponto ligou as luzes, iniciando o início do atendimento

– o procedimento de segurança é bastante severo e, por isso, consumiu algum tempo: casacos, computador, cinto, bota, líquidos, tudo precisa ser colocado nas bandejas; você é “obrigado” a passar por dentro de um enorme Duty Free Shop, antes de chegar à área de embarque; a parte de comércio neste espaço tem cara de nova e há muitas opções de lojas para compras de última hora

– ainda faltava passar pelo controle de passaporte das autoridades espanholas, afinal, o Reino Unido não aderiu à “fronteira livre” da Comunidade Européia; enfrentei uma pequena fila, pois só haviam 02 guardas carimbando os passaportes

– a caminhada até o Portão 42 é curta (é claro, depois de outro trânsito obrigatório por um Free Shop); o embarque foi iniciado as 08:30h, havia muita gente em frente ao portão, mas não houve confusão; o controle do tamanho das bagagens de mão é rígido: 02 passageiros à minha frente tiveram suas malas despachadas

– ao entrar no avião, fui recepcionado pela Chefe de Cabine de forma calorosa; todos os Comissários usavam luvas pretas de couro, combinando com os assentos da mesma cor e também de couro; o Boeing 737-800 com Sky Interior de prefixo LN-DYP (apelido “Aksel Sandemose”) tinha 31 fileiras no tradicional configuração 3×3, em classe única e foi entregue em maio de 2011; neste voo, 90% dos assentos estavam ocupados e dei sorte, estava sozinho na minha fileira e sentei na janela; o espaço para a perna não é grande, mas não é desconfortável (se fosse no Brasil, o selo da ANAC seria “B”); a poltrona reclina pouco, como era esperado

– com todos os passageiros carregando malas de mão, faltou espaço para todas elas, o que atrasou o embarque; a minha mala, por exemplo, ficou na altura do assento 18, bem à frente do meu

– as 09:01h começou o vídeo de instruções de segurança apresentados somente em inglês; o push-back foi feito as 09:04h e iniciamos um longo taxiamento, decolagem as 09:20h, com as turbinas empurrando o Boeing por 35 segundos antes de sairmos do solo

– as 09:28h o aviso de apertar cintos foi apagado e começou a atividade das Comissárias dedicadas à parte traseira da aeronave

– o sistema de entretenimento é coletivo e os passageiros foram presenteados com o desenho do Papa-Léguas

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– a partir de 09:40h, sobrevoando algumas montanhas cobertas de neve, passamos por uma área de muita turbulência

– logo em seguida, o serviço de bordo (pago) foi oferecido; reparei que pouquíssimas pessoas consumiram algo (eu não comprei nada)

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– conseguir dar uma cochilada, pois o sono bateu depois de acordar as 06:30h

– as 10:00h (já no horário de Londres, 01 hora a menos que Barcelona), a Chefe anunciou que a aeronave seria preparada para o pouso, informando que os lavatórios seriam fechados

– o pouso foi anunciado as 10:10h (que era o horário de aterrisagem previsto, ou seja, estávamos realmente atrasados), com os Comissários verificando se todos estavam com cinto de segurança e conferindo a posição das poltronas; tocamos suavemente a única pista do Aeroporto de Gatwick (onde estaria pela 1ª vez) as 10:18h, encostando 07 minutos depois no finger 14; no caminho, vários aviões das conhecidas Monarch, Thomson British, Easy Jet, TAP, Turkish e Aer Lingus e de outras mais “estranhas” como WoW e Air Baltic; interessante: apesar de parar em um finger, é possível sair pela porta traseira da aeronave e andar até o terminal

– a caminhada até a esteira de bagagem é longa, mas há esteiras e escadas rolantes; com o passaporte português, fugi da fila da imigração, que estava enorme: usei as catracas eletrônicas para os cidadãos europeus que tem passaporte com chip, não levou mais de 02 minutos; minha única mala apareceu as 10:50h, o que me permitiu pegar o trem expresso para Victoria Station as 11:08h

AVALIAÇÃO GERAL: sem dúvidas, a relação custo-benefício deste vôo foi excelente; o aeroporto de Barcelona é ótimo (mesmo o Terminal 2, mais antigo); o avião da Norwegian é novo e traz algum conforto que não se observa em algumas Low-Cost (por exemplo: entretenimento a bordo), a tripulação é simpática e o ambiente é acolhedor; o atraso na chegada não chegou a ser um problema relevante.

Selo verde

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